Damares sobre cemitério de Perus: “Não dá para viver de cadáveres”

Ministra criticou o trabalho Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos e disse que ossadas de cachorro são usadas para análise

VALTER CAMPANATO/AGÊNCIA BRASILVALTER CAMPANATO/AGÊNCIA BRASIL

atualizado 22/05/2019 18:44

A ministra Damares Alves, da Mulher, Família e dos Direitos Humanos, questionou nesta quarta-feira (22/05/2019) o trabalho de identificação de corpos de desaparecidos políticos feito pela Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos com ossadas da vala comum do cemitério de Perus, na zona oeste de São Paulo.

Além dos custos para manter a comissão, Damares levantou duas suspeitas: a de que foram enviadas ossadas de cachorro para análise e de que a vala de Perus pode ter sido usada para enterrar vítimas de meningite.

“Há um teoria. Houve uma época em que havia muita morte por meningite. Havia muito medo e as pessoas enterravam em um único lugar. As ossadas de Perus estão lá, é um desafio (…) Tenho informações que não posso comprovar, de que já foi enviado pedaço de osso de cachorro para analisar”, acrescentou.

A ministra concluiu que mudará o foco do colegiado, já inoperante pelo decreto presidencial que acabou com conselhos e comissões, como o Grupo de Trabalho Perus, vinculado à comissão. “Desculpa, senhores não dá para viver hoje de cadáveres. Queremos otimizar essa Comissão de Mortos e Desaparecidos para que ela busque desaparecidos no Brasil, mas desaparecidos hoje”, disse.

O presidente Jair Bolsonaro, enquanto parlamentar, criticava as buscas por desaparecidos políticos. Posou ao lado de cartaz sobre os trabalhos na região do Araguaia que dizia: “Quem procura osso é cachorro”.

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