Carlos Bolsonaro ironiza demissão de Levy: “A culpa não foi minha?”

O vereador carioca e filho do presidente da República usou as redes sociais para comentar a saída de Joaquim Levy da presidência do BNDES

Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 16/06/2019 13:17

O vereador carioca Carlos Bolsonaro (PSC-RJ),  filho do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), ironizou a demissão do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy. Ele comentou a saída do economista do cargo no perfil oficial dele no Twitter, neste domingo (16/06/2019).

“A culpa não foi minha dessa vez?”, escreveu. Uma internauta respondeu à postagem de Carlos: “As últimas declarações do presidente têm mostrado que ninguém manda nele. Nem filho nem ‘guru'”. Em resposta, o vereador disse: “Sempre foi assim! Essa narrativa é nojenta! Um grande abraço!”.

Após críticas duras e diretas do presidente Bolsonaro, Levy, pediu demissão em uma carta endereçada ao ministro da Economia, Paulo Guedes. “Solicitei ao ministro da Economia, Paulo Guedes, meu desligamento do BNDES. Minha expectativa é que ele aceda [aceite]”, destacou o economista, em trecho da carta distribuída à imprensa nesta manhã.

“Agradeço ao ministro o convite para servir ao país e desejo sucesso nas reformas. Agradeço também, por oportuno, a lealdade, dedicação e determinação da minha diretoria. E, especialmente, agradeço aos inúmeros funcionários do BNDES, que têm colaborado com energia e seriedade para transformar o banco, possibilitando que ele responda plenamente aos novos desafios do financiamento do desenvolvimento, atendendo às muitas necessidades da nossa população e confirmando sua vocação e longa tradição de excelência e responsabilidade”, prossegue a carta.

No último sábado (15/06/2019), o presidente da República disse que poderia demitir Levy na segunda-feira (17/06/2019), porque ele teria pedido a demissão do novo diretor de Mercado de Capitais da instituição financeira, Marcos Pinto, que havia sido nomeado pelo economista. Para Bolsonaro, Marcos Pinto era alguém “suspeito”.

“O Levy nomeou Marcos Pinto para o BNDES e eu já estou por aqui com o Levy. Falei pra ele: ‘Demite esse cara ou eu demito você segunda sem falar com o Guedes’”, contou. Pinto trabalhou como assessor do banco no governo PT. Bolsonaro disse, ainda, que “Levy estava com a cabeça a prêmio”.

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