#BolsonaroMiserable: Twitter reage após presidente defender Pinochet

Depois de receber críticas da alta comissária da Organização das Nações Unidas (ONU), chefe do Executivo brasileiro atacou Michelle Bachelet

Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 05/09/2019 11:04

As polêmicas falas do presidente Jair Bolsonaro (PSL) em resposta à alta comissária da Organização das Nações Unidas (ONU), Michelle Bachelet, e à defesa do golpe militar no Chile levaram o mandatário da República a ficar entre os assuntos mais comentados no Twitter Brasil. A hashtag #BolsonaroMiserable foi compartilhada mais de 13,7 mil vezes, nesta quinta-feira (05/09/2019), com pedidos de desculpa à ex-presidente chilena.

Nessa quarta-feira (04/09/2019), Bachelet se disse preocupada com o espaço democrático no Brasil que, segundo ela, “está encolhendo”. A alta comissária destacou o aumento da violência policial e apontou que a apologia à ditadura reforça a sensação de impunidade.

A chilena também fez referências aos incêndios na Amazônia e apontou para a “dura” realidade que vivem os povos indígenas. “O que temos dito ao governo [brasileiro] é de que ele precisa proteger os defensores de direitos humanos e ambientalistas. Mas, também, que olhem as medidas que possam estar gerando a violência”, disse.

Bolsonaro, então, respondeu: “Diz ainda que o Brasil perde espaço democrático, mas se esquece que seu país só não é uma Cuba graças aos que tiveram a coragem de dar um basta à esquerda em 1973, entre esses comunistas o seu pai brigadeiro à época”, afirmou o titular do Palácio do Planalto nas redes sociais nessa quarta-feira.

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