Bolsonaro usa roubo de ouro em Guarulhos para defender garimpo

Presidente defendeu mais uma vez legalização da exploração mineral e de terras indígenas: "Essa empresa dos 720 kg pagou quanto de imposto?"

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atualizado 01/08/2019 22:03

Ao defender a legalização do garimpo em transmissão ao vivo pelo Facebook na noite desta quinta-feira (01/08/2019), o presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que deu um ultimato para obter informações a respeito dos cerca de 720 quilos de ouro roubados no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, no fim de julho.

“A gente quer saber de onde veio, para onde ia, quanto pagou de imposto. Essa empresa, por exemplo, tira ouro do Brasil e leva embora pagando o que de imposto? Será que é semelhante ao que paga para o nosso nióbio?”, questionou Bolsonaro. “Por que o nosso garimpeiro não pode, de forma legal, pegar uma bateia e peneirar ali a areia em um local qualquer e tirar o seu ouro para o seu sustento?”, continuou.

Em busca da legalização da atividade, o governo prepara, por meio do Ministério das Minas e Energia, um projeto de lei que será enviado ao Congresso Nacional. “Vamos dar dignidade ao garimpeiro, vamos preservar o meio ambiente e evitar que o mercúrio seja usado”, garantiu Bolsonaro.

O presidente insistiu nos benefícios da exploração de terras indígenas para os próprios índios, que, segundo ele, vão poder se inserir nas atividades. “Se depender dos xiitas ambientalistas e de muita gente de paletó e gravata por aí, que quer que o índio fique na terra dele de pé para o ar, sem fazer nada, como se fosse um homem pré-histórico, e não é isso”, concluiu o presidente.

  • Durante a live no Facebook desta quinta-feira, estiveram ao lado de Bolsonaro o ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, o secretário da Pesca, Jorge Seif, e o presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), Gilson Machado.

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