Bolsonaro só terá alta quando conseguir se alimentar, dizem médicos

Médicos avaliaram que o presidente precisa de tempo maior de "descanso" para se recuperar melhor da quarta cirurgia devido à facada

JP Rodrigues/MetrópolesJP Rodrigues/Metrópoles

atualizado 13/09/2019 14:20

Cinco dias após a quarta cirurgia em decorrência da facada que levou durante a campanha eleitoral, o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), está ainda sem previsão de alta. De acordo com médicos que o atendem, em São Paulo, ele ainda precisará ficar um tempo sob dieta líquida antes de evoluir para a do tipo cremosa, que corresponde a comida amassada.

Essas fases, de acordo com os médicos, são cuidados para que não haja dilatação do abdômen do presidente e isso cause complicações para sua recuperação da última cirurgia, que teve o objetivo de corrigir uma hérnia decorrente da perfuração.

Por instrução médica em comum acordo com o médico da Presidência da República, ou seja, uma avaliação conjunta, é necessário para acelerar o processo de recuperação um período maior de repouso”, disse o porta-voz Otávio Rêgo Barros, nesta sexta-feira (13/09/2019). O presidente já se encontra realizando sua caminha matinal”, completou Rêgo Barros.

“A dieta tem que cumprir o valor calórico diário”, explicou o médico Antonio Luiz Macedo, que o acompanha no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo.

Na tarde dessa quinta-feira (12/09/2019), Rêgo Barros informou que Bolsonaro ficará afastado por mais quatro dias a contar desta sexta-feira (13/09/2019). Segundo o porta-voz, a avaliação dos médicos é a de que o presidente precisa de tempo maior de “descanso”.

Bolsonaro não tem previsão de alta. Com isso, o vice-presidente Hamilton Mourão permanece à frente da Presidência da República até segunda-feira (16/09/2019).

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