Bolsonaro afirma que diretor da PF é subordinado a ele, e não a Moro

Presidente disse que a escolha para o cargo não está nas mãos do ministro da Justiça. "Eu que indico, está na lei"

JP Rodrigues / MetrópolesJP Rodrigues / Metrópoles

atualizado 22/08/2019 13:18

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) deixou claro que, se ele quiser, pode substituir o diretor-geral da Polícia Federal. “Se eu trocar [o diretor-geral] hoje, qual o problema? Ele é subordinado a mim, não ao ministro [Sergio Moro]. Sou eu que indico, está na lei”, comentou, ao deixar o Palácio da Alvorada na manhã desta quinta-feira (22/08/2019).

O chefe do Executivo nacional reclamou das críticas que sofreu após anunciar a troca do superintendente da PF no Rio de Janeiro. “Quando sugiro um cara lá, me acusam de interferência. Se não posso trocar o superintendente, eu troco o diretor-geral”, pontuou.

O mandatário da República afirmou, no entanto, que no momento não tem nenhuma intenção de fazer trocas na gestão. “O que for a gente faz na hora certa, não pretendo trocar ninguém agora. Tudo pode acontecer na política”, salientou.

Na semana passada, o presidente disse que trocaria o superintendente da PF no Rio por “produtividade” e “sentimento”. A fala, no entanto, provocou reação da corporação. Entidades ligadas à PF argumentaram que a decisão de Bolsonaro feria a autonomia da polícia.

Na ocasião, Bolsonaro afirmou que as interferências não se resumirão à Polícia Federal. Destacou ainda que quer mandar demitir diretores de hospitais — no entanto, não explicou quais razões justificariam as exonerações.

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