Bolsonaro defende indicação de ministro investigado por corrupção

Mandetta, que assumirá o ministério da Saúde, é acusado de participar de suposto esquema ilícito quando era secretário da pasta em MS

Fernando Frazão/Agência BrasilFernando Frazão/Agência Brasil

atualizado 20/11/2018 17:30

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, voltou a defender a nomeação de um de seus futuros ministros investigados. Desta vez, ele foi questionado sobre a indicação de Luiz Henrique Mandetta (DEM) para o Ministério da Saúde. O pronunciamento aconteceu em visita ao ministro Raimundo Carreiro, do Tribunal de Contas da União (TCU).  O deputado federal por Mato Grosso do Sul é investigado por suposta fraude em licitações, tráfico de influência e caixa 2 em um contrato firmado quando era secretário de Saúde da capital, Campo Grande.

“Tem uma acusação contra ele de 2009. Não deu um passo esse processo ainda. O que está acertado entre nós: qualquer denúncia que seja robusta não fará parte do nosso governo”, declarou Bolsonaro após reunião no Tribunal de Contas da União (TCU).

O presidente eleito associou a indicação à frente parlamentar da saúde na Câmara. “A escolha foi da bancada da saúde da Câmara, das Santas Casas do Brasil e das mais variadas entidades médicas do país, a exemplo do que ocorreu com a Agricultura”, disse, ao lembrar a indicação de Tereza Cristina, feita pelos ruralistas.

Mandetta é o terceiro ministro do DEM no governo Bolsonaro. Além dele e de Tereza Cristina, Onyx Lorenzoni já foi confirmado para a Casa Civil.  Esse foi o terceiro compromisso de Bolsonaro nesta terça-feira (20/11). Pela manhã, ele se reuniu com o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e com membros da frente parlamentar da saúde.

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