No Twitter, Bolsonaro defende a criação da “Lava Jato da Educação”

Segundo o presidente, há "indícios fortes de que a máquina está sendo usada para manutenção de algo que não interessa ao Brasil"

DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDODIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO

atualizado 04/03/2019 11:03

Após dias sem se manifestar, Jair Bolsonaro (PSL) voltou às redes sociais. Se na noite de domingo (3/3) o presidente da República fez apenas comentários menos relevantes, às 6h desta segunda-feira (4) de Carnaval, ele deu mais detalhes sobre a operação batizada por ele de Lava Jato da Educação.

“Há algo de muito errado acontecendo: as prioridades a serem ensinadas e os recursos aplicados. Para investigar isso, o Ministério da Educação junto com o Ministério da Justiça, Polícia Federal, Advocacia e Controladoria-Geral da União, criaram a Lava-Jato (sic) da Educação”, explicou o chefe do Executivo brasileiro.

Ainda de acordo com o presidente, “dados iniciais revelam indícios muito fortes que a máquina está sendo usada para manutenção de algo que não interessa ao Brasil”. Bolsonaro dá a entender também que as investigações podem recair sobre os temas ensinados nas escolas do país.

Entenda
Em fevereiro, o ministro da Educação, Ricardo Vélez, disse que uma investigação na pasta pretendia “apurar indícios de corrupção, desvios e outros tipos de atos lesivos à administração pública”. O ministério afirma já ter identificado favorecimentos indevidos no Programa Universidade para Todos (ProUni), desvios no Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), envolvendo o Sistema S, concessão ilegal de bolsas de ensino a distância e irregularidades em universidades federais.

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