Bolsonaro se pronuncia sobre "Lava Jato da Educação" de Vélez e Moro
A investigação faz parte de uma das principais metas do ministério e está incluída nas ações dos 100 primeiros dias de novo governo

O presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), publicou em sua página pessoal do Twitter, nesta sexta-feira (15/2), declarações sobre o acordo firmado entre o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez, e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. O protocolo de intenções, já conhecido como “Lava jato da Educação”, tem como objetivo apurar indícios de corrupção, desvios e outros tipos de atos nocivos que teriam ocorrido em gestões anteriores da pasta e suas autarquias.
“O acordo é o pontapé inicial para uma ampla investigação dentro do ministério e faz parte da nova gestão do órgão”, informa o MEC em seu portal eletrônico.
Em seu Twitter, Bolsonaro afirmou: “Muito além de investir, devemos garantir que investimentos sejam bem aplicados e gerem resultados”.
Muito além de investir, devemos garantir que investimentos sejam bem aplicados e gerem resultados. Partindo dessa determinação, o Ministro Professor @ricardovelez apurou vários indícios de corrupção no âmbito do MEC em gestões passadas. Daremos início à Lava Jato da Educação!
— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 15 de fevereiro de 2019
Além disso, o presidente disse ser “apenas o primeiro passo” para dar início ao que ele também chamou de “Lava Jato da Educação”.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesUm acordo formal para dar início aos trabalhos foi feito em reunião entre o Professor Velez e os Ministros Sergio Moro (Justiça), Wagner Rosário (CGU) e André Mendonça (AGU), com a presença do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo. É apenas o primeiro passo!
— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 15 de fevereiro de 2019
Ações dos 100 dias
A investigação faz parte de uma das principais metas do ministério e está incluída nas ações dos 100 primeiros dias de novo governo. Agora, o ministério encaminhará os documentos necessários para que o Ministério da Justiça, a Polícia Federal, a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Controladoria-Geral da União (CGU) possam aprofundar as investigações, instaurar inquéritos e propor as medidas judiciais cabíveis.

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Ver todasDe acordo com Vélez Rodríguez, o intuito é ser totalmente transparente para a sociedade. “Queremos apurar todos os desvios praticados por pessoas que usaram o MEC e as suas autarquias como instrumentos para desvios”, afirmou o ministro.
Além de Vélez e Moro, o ministro da Controladoria-Geral da União, Wagner Rosário, e o advogado-geral da União, André Mendonça, assinaram o documento. Também participou da reunião o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, que será peça fundamental na apuração dos fatos.



