Bolsonaro se pronuncia sobre “Lava Jato da Educação” de Vélez e Moro

A investigação faz parte de uma das principais metas do ministério e está incluída nas ações dos 100 primeiros dias de novo governo

Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 15/02/2019 17:31

O presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), publicou em sua página pessoal do Twitter, nesta sexta-feira (15/2), declarações sobre o acordo firmado entre o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez, e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. O protocolo de intenções, já conhecido como “Lava jato da Educação”, tem como objetivo apurar indícios de corrupção, desvios e outros tipos de atos nocivos que teriam ocorrido em gestões anteriores da pasta e suas autarquias.

“O acordo é o pontapé inicial para uma ampla investigação dentro do ministério e faz parte da nova gestão do órgão”, informa o MEC em seu portal eletrônico.

Em seu Twitter, Bolsonaro afirmou: “Muito além de investir, devemos garantir que investimentos sejam bem aplicados e gerem resultados”.

Além disso, o presidente disse ser  “apenas o primeiro passo” para dar início ao que ele também chamou de “Lava Jato da Educação”.

Ações dos 100 dias
A investigação faz parte de uma das principais metas do ministério e está incluída nas ações dos 100 primeiros dias de novo governo. Agora, o ministério encaminhará os documentos necessários para que o Ministério da Justiça, a Polícia Federal, a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Controladoria-Geral da União (CGU) possam aprofundar as investigações, instaurar inquéritos e propor as medidas judiciais cabíveis.

De acordo com Vélez Rodríguez, o intuito é ser totalmente transparente para a sociedade. “Queremos apurar todos os desvios praticados por pessoas que usaram o MEC e as suas autarquias como instrumentos para desvios”, afirmou o ministro.

Além de Vélez e Moro, o ministro da Controladoria-Geral da União, Wagner Rosário, e o advogado-geral da União, André Mendonça, assinaram o documento. Também participou da reunião o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, que será peça fundamental na apuração dos fatos.

 

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