Bancada “lavajatista” critica Toffoli por exigir dados sigilosos

Senadores do grupo "Muda Senado, Muda Brasil" usaram o episódio para cobrar mais uma vez a criação da CPI da Lava Toga

JP Rodrigues/ MetrópolesJP Rodrigues/ Metrópoles

atualizado 14/11/2019 22:49

A decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, de exigir dados sigilosos do Banco Central e da Receita Federal que envolvem 600 mil pessoas gerou reações na ala do Senado que defende a investigação de ministros do Supremo

Senadores do grupo “Muda Senado, Muda Brasil”, também conhecidos como “lavajatistas“, criticaram Toffoli e usaram o episódio para cobrar mais uma vez a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar tribunais superiores – a CPI da Lava Toga.

Os parlamentares também defendem a abertura de processos de impeachment de ministros no Supremo.

O presidente do STF exigiu do Banco Central cópias de todos os Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) produzidos nos últimos três anos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), rebatizado como Unidade de Inteligência Financeira (UIF).

Receita
Da mesma forma, determinou que a Receita Federal encaminhe ao STF todas as Representações Fiscais para Fins Penais (RFFP) elaboradas no mesmo período.

“Essa decisão é mais uma demonstração da escalada de abuso, de autoritarismo onde ministros do STF procuram ocupar um espaço de poder e com isso preservar o seu grau de impunidade, absolutamente inatingível para qualquer tipo de apuração”, afirmou o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE).

Para ele, a decisão de Toffoli “só reforça a necessidade da CPI da Lava Toga e até mesmo de impeachment de ministros.”

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