Articulação com governadores pode atrasar votação da Previdência

Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, ainda faz articulações para incluir estados e municípios no texto da reforma previdenciária

Pablo Valadares/Câmara dos DeputadosPablo Valadares/Câmara dos Deputados

atualizado 25/06/2019 18:23

Com o fim do terceiro dia de discussão do parecer da reforma da Previdência, ainda faltam 41 parlamentares inscritos para falar na comissão especial da Câmara dos Deputados – 30 da oposição e 11 do governo. Com isso, a previsão é que a etapa de debates se encerre nesta quarta-feira (26/06/2019) e depois seja colocado em apreciação o voto complementar do relator da proposta de emenda à Constituição (PEC) 06/2019, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP).

Entretanto, a negociação com os governadores para a inclusão de estados e municípios no novo texto do tucano pode atrasar o trâmite dos trabalhos. Isso porque o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), vai se reunir com alguns deles na manhã desta quarta para tentar construir um acordo.

Há boa vontade da parte de Moreira e do presidente da comissão especial, Marcelo Ramos (PL-AM), para esperar o entendimento entre Maia e os representantes das unidades federativas para só depois disso ler o voto para o colegiado.

Segundo Ramos, o objetivo inicial era colocar para votação na tarde desta quarta, “mas se para construir a maioria dos votos para incluir estados e municípios for preciso mais uma hora, cinco horas ou mais um dia, não compromete, resolve o problema”.

Negociar a pauta
Para evitar que a sessão seja suspensa por conta do início da ordem do dia no Plenário, assim como ocorreu nesta terça-feira (25/06/2019), Ramos disse que vai conversar com o Maia para tentar negociar a pauta que seria analisada pelos deputados na quarta-feira.

Já foram protocolados na comissão cinco requerimentos de adiamento de votação – para uma, duas, três, quatro e cinco sessões. De acordo com Ramos, o mais longo dos cenários seria se o documento que sugere não ter sessão por cinco dias for aprovado. “Seria retomada na quinta-feira da semana que vem. Mas ainda teriam duas semanas no Plenário, antes do recesso”, explicou Marcelo Ramos.

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