Aras afirma que alertou Bolsonaro: “Não vai poder mandar, desmandar”

Em conversa com o senador Alessandro Vieira (Cidadania_SE), o indicado à PGR relatou um diálogo que teve com o chefe do Executivo

Roberto Jayme/Ascom/TSERoberto Jayme/Ascom/TSE

atualizado 12/09/2019 17:15

O subprocurador-geral Augusto Aras, indicado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), para assumir o cargo de procurador-geral da República no lugar de Raquel Dodge, disse nesta sexta-feira (12/09/2019) ter alertado o chefe do Executivo de que ele [Bolsonaro] “não vai poder mandar e desmandar” no órgão.

A declaração foi feita durante uma conversa de Aras com o senador Alessando Vieira (Cidadania-SE), registrada por um cinegrafista da TV Globo. O subprocurador-geral tem procurado senadores em busca de apoio antes na sabatina a qual será submetido no Senado. Após a discussão, sua nomeação será votada pelo plenário da Casa.

“Tive o primeiro contato com o presidente da República através de um amigo de muitos anos e, nesse mesmo primeiro contato, eu disse ao presidente exatamente isso: ‘Presidente, o senhor não pode errar (…) porque o Ministério Público, o procurador-geral da República, tem as garantias constitucionais, que o senhor não vai poder mandar, desmandar ou admitir sua expressão”, diz Aras em trecho do vídeo.

A atual procuradora-geral, Raquel Dodge, termina o mandato no próximo dia 17. Se o nome de Aras ainda não tiver sido aprovado pelo Senado até essa data, assumirá temporariamente o vice-presidente do Conselho Superior do Ministério Público Federal, o subprocurador Alcides Martins.

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