“Amazônia não está pegando fogo como dizem por aí”, afirma Bolsonaro

Presidente também rebateu críticas que tem recebido de líderes mundiais, como o presidente francês, Emmanuel Macron

Michael Melo/MetrópolesMichael Melo/Metrópoles

atualizado 24/08/2019 13:38

Ao deixar o Palácio da Alvorada na tarde deste sábado (24/08/2019), o presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que a Amazônia “não está pegando fogo como estão dizendo por aí”. Segundo o chefe do Executivo, a média das queimadas está abaixo da dos últimos anos e “está indo para a normalidade essa questão”.

As declarações do presidente, no entanto, vão de encontro aos dados divulgados pelo Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), baseados em imagens de satélite. No período de janeiro a agosto de 2019, as queimadas no Brasil saltaram 82% em relação ao mesmo período de 2018: de 1º de janeiro deste ano até sábado da semana passada (17/08/2019), o país registrou 71.497 focos de incêndio, contra 39.194 em 2018. São a maior alta e o maior número de focos registrados em sete anos pela nação.

Bolsonaro também rebateu críticas que tem recebido de líderes mundiais, como o presidente francês, Emmanuel Macron, sobre a forma como o país tem tratado das queimadas na região. “O que podemos fazer estamos fazendo. A Amazônia é maior do que a Europa, não conseguiria fazer a prevenção de incêndio nem se eu tivesse 10 milhões de pessoas disponíveis”, disse.

O chefe do Executivo informou que já conversou com o presidente norte-americano, Donald Trump, e o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, sobre a crise na Amazônia. Trump, inclusive, ofereceu ajuda ao país para combater os incêndios. Questionado por jornalistas se ligou para Macron, Bolsonaro rebateu: “Com tudo que ele falou a meu respeito, você acha que eu vou ligar para ele? Estou sendo bastante educado, se me ligar eu atendo”.

Bolsonaro disse ainda que não há previsão para visitar a Amazônia nos próximos dias. “Estive lá há poucas semanas, mas se precisar eu vou de novo”, afirmou.

Ao ser questionado sobre os recursos a serem empregados para combater os incêndios na região, o presidente informou que seriam cerca de R$ 40 milhões. A informação, no entanto, diverge do que foi passado pelo ministro da Defesa, Fernando Azevedo, que quer liberar R$ 28 milhões da pasta que estão contingenciados.

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