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Para pacificar o PSDB, o pré-candidato do partido à Presidência da República, Geraldo Alckmin, anunciou nesta quinta-feira (14/6) o ex-governador de Goiás Marconi Perillo como coordenador político de sua campanha. Na sede nacional da sigla, Perillo disse que a meta da campanha é a “concertação” com os partidos do centro democrático, e não descartou o apoio do MDB. A informação é do jornal O Globo.

O objetivo da passagem de Alckmin por Brasília foi acelerar negociações com outros partidos, como o Solidariedade e o PROS, cujos líderes participaram de reuniões com o tucano, que vem sendo pressionado a decidir seu núcleo de campanha, informa a reportagem.

“Pedi ao Marconi para coordenar essa área política, ajudar nesta conversa em vários estados, porque eleição não é só para presidente da Republica. A gente deve fazer em equipe. Claro que, sendo pré-candidato, converso com as pessoas e gosto disso. Mas é importante você ter parceiros para ajudar”, disse Alckmin. “Por isso, pedi ao Marconi para coordenar essa área política”, ressaltou.

Ao ser perguntado se o “centro democrático” incluía o MDB, Perillo respondeu ao O Globo que todos os partidos podem entrar na conta. “Na minha opinião, todos os partidos do centro democrático cabem. A meta tem de ser uma concertação com o centrão, com o centro democrático. A gente tem de, dentro do possível, avançar nessa aliança, nessas conversações com o centro democrático, como propõe o presidente Fernando Henrique Cardoso”, pontuou. “Ninguém quer polarização de extremos, se quer alguém que tenha equilíbrio, experiência, competência na gestão, política”, avaliou o ex-governador.

Sem Aécio
Segundo O Globo, Perillo também destacou que sua escolha para reforçar a campanha ajuda a reduzir “o peso” sobre o candidato e a acalmar o clima dentro do partido. Ele mesmo era um dos críticos, nos bastidores, do marasmo da pré-campanha de Alckmin ao Planalto. Por fim, Marconi Perillo afirmou que o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que em abril virou réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, não participará dessa coordenação de campanha.

“Ele está cuidando da vida dele como senador, da defesa dele. Não tem interesse nenhum em participar de qualquer discussão, coordenação na área política”, resumiu o goiano.

 

 

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