Polícia investiga se água da Cedae foi contaminada por sabotagem

Segundo a companhia, a substância geosmina, produzida por algas, é oque provocou o gosto e o cheiro de terra na água distribuída à população

Divulgação

atualizado 16/01/2020 11:22

Diligências realizadas pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, na manhã desta quinta-feira (16/01/2020), na Estação de Tratamento de Água (ETA) do Guandu, administrada pela Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), buscam analisar as condições de operação da estação. As informações são da coluna Ancelmo Gois, de O Globo.

Segundo a polícia, a ação faz parte de uma “investigação para apurar eventual responsabilidade penal de funcionários da Cedae ou de terceiros que possam ter contribuído, por ação ou omissão, nas alterações das condições de consumo da água verificada nos últimos dias”. Ou seja: a hipótese de sabotagem na água distribuída não está descartada.

Nessa quarta-feira (15/01/2020), o diretor-presidente da Cedae, Hélio Cabral, disse que a água distribuída pela ETA do Guandu, que atende a grande parte da população da região metropolitana do Rio, não terá mais a presença da geosmina a partir da semana que vem.

Gosto e cheiro de terra
Segundo a companhia, essa substância produzida por algas é que provocou o gosto e o cheiro de terra na água distribuída à população.

“No Guandu, na semana que vem, com certeza a gente tem água saindo sem geosmina. Vamos agora estar sempre preparados para que não aconteça mais o problema da água com gosto e cheiro de terra”, garantiu.

Cabral disse que não poderia dar um prazo de quando a água vai sair das torneiras sem o cheiro e o gosto alterados, pois depende da quantidade de água armazenada nos reservatórios das casas.

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