Spoofing: invasão de hackers começou com clã Bolsonaro, diz MPF

Sete pessoas foram denunciadas nesta terça-feira (21/01/2020) pelo Ministério Público Federal (MPF), entre elas o jornalista Glenn Greenwald

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atualizado 21/01/2020 15:20

Os primeiros celulares invadidos pelo suposto grupo criminoso preso no âmbito da Operação Spoofing foram do clã Bolsonaro, segundo denúncia do Ministério Público Federal (MPF) protocolada nesta terça-feira (21/01/2020).

De acordo com o órgão, Walter Delgatti Neto, conhecido como Vermelho, praticou o crime contra 126 pessoas. O primeiro alvo foi o filho do presidente da República e deputado federal, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que teve o celular invadido em março do ano passado.

“As condutas delitivas tiveram início em questão em 02/03/2019, tendo por vítima o deputado federal Eduardo Bolsonaro, sendo que, a partir desse ponto, foi possível estabelecer uma sequência de diversos dispositivos invadidos”, explicou o MP em documento assinado pelo procurador Wellington Divino Marques de Oliveira.

Logo na sequência, foi a vez do vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ).

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi a terceira vítima pública, segundo cronograma formado pelo MPF. Na lista, aparecem ainda o senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ).

Veja a imagem abaixo:

Os crimes continuaram de maneira sistemática até a data de deflagração da Operação Spoofing, em julho do ano passado.

Vermelho revelou, segundo o MPF, uma “habitualidade delitiva, seja invadindo dispositivos móveis, monitorando comunicações de terceiros ou, mesmo, envolvido em fraudes bancárias e furtos eletrônicos mediante fraude”. “Em resumo, foi uma vida voltada ao crime habitual”, completou.

Acesse aqui a íntegra da denúncia.

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