Rio-Niterói: sequestrador não tinha passagem por estupro e Maria da Penha

Willian Augusto da Silva fez passageiros de um ônibus reféns por cerca de quatro horas e foi morto após ação policial

RICARDO CASSIANO/AGENCIA O DIA/AG NCIA O DIA/ESTADAO CONTEUDO

atualizado 23/08/2019 8:41

O sequestrador que fez passageiros de ônibus reféns na Ponte Rio-Niterói por quase quatro horas na manhã desta terça-feira (20/08/2019) foi identificado como Willian Augusto da Silva. O criminoso foi morto por atiradores de elite do Batalhão de Operação Especiais (Bope) da Polícia Militar do Rio de Janeiro.

Willian não tinha quatro anotações na ficha criminal, como foi informado anteriormente pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). À priori, o texto dizia que o sequestrador tinha passagens por estupro, porte ilegal de arma de fogo, tentativa de furto e pela Lei Maria da Penha. A informação foi corrigida em uma nova nota oficial: ele não tinha passagens pela polícia.

Segundo nota da Secretaria Municipal de Saúde do estado, o paciente chegou ao hospital com “parada cardiorrespiratória e foi constatado o óbito pela equipe médica do hospital [Souza Aguiar]”.

Entenda
O sequestrador do ônibus na Ponte Rio-Niterói foi morto por snipers (atiradores de elite), encerrando o drama de dezenas de passageiros que foram feitos reféns às 5h30 desta terça-feira (20/08/2019). No veículo estavam 37 pessoas. Ninguém se feriu.

Por volta de 9h, cerca de três horas e meia após o início da ação, Willian Augusto da Silva desceu do coletivo e jogou uma mala para os negociadores. Quando ia subir a escada para retornar ao veículo, foi atingido. Segundo a polícia, o revólver do sequestrador era de brinquedo.

Em seguida, o coletivo foi cercado e uma maca deixada ao lado do ônibus. As pessoas que estavam perto da área do ocorrido aplaudiram o modus operandi dos policiais.

Declarações
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) se pronunciou pela primeira vez após a morte do sequestrador na Ponte Rio-Niterói no Twitter. O líder do Executivo elogiou a ação dos policiais e destacou que nenhum refém ficou ferido. “Hoje, não chora a família de um inocente”, enfatizou.

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, chegou ao local às 9h30. Ele aproveitou a oportunidade para criticar a oposição e destacou que policiais não estão matando inocentes. “O ideal era que todos saíssem com vida, mas tivemos que tomar a decisão de salvar os reféns”, frisou.

Últimas notícias