PM suspeito de matar jogador do Corinthians se apresenta à polícia

O militar responderá a procedimento da Corregedoria e permanecerá em atividades administrativas até a conclusão da investigação

atualizado 07/07/2019 20:57

O policial militar que assassinou a tiros o jogador do Corinthians Leandro Augusto Santos Soares (foto em destaque), de 18 anos, em Valparaíso de Goiás, no Entorno do Distrito Federal, se apresentou à delegacia. A informação foi confirmada ao Metrópoles pela Polícia Militar de Goiás. De acordo com a corporação, o atleta “portava um simulacro de arma de fogo (foto abaixo) que havia sido repassado a ele por um terceiro”. O nome do acusado e a data em que ele se entregou às autoridades não foram divulgados.

Ainda segundo a PMGO, “após o fato, o policial militar se apresentou espontaneamente na Delegacia de Polícia de Valparaíso de Goiás (GO)”, responsável pela investigação do crime. Além do inquérito aberto pela Polícia Civil goiana (PCGO), será instaurado procedimento pela Corregedoria da Polícia Militar de Goiás. O acusado “permanecerá em atividades administrativas até a conclusão dos trabalhos”.

A corporação ressalta que o jogador de futebol “possuía antecedentes criminais por roubo, receptação e lesão corporal, tendo sido preso em janeiro pela prática de roubo (artigo 157 do Código Penal), utilizando um simulacro”.

Material cedido ao Metrópoles


Crime

Leandro chegou a vestir a camisa do Corinthians nas categorias de base e, atualmente, treinava no Capital Clube de Futebol, time do Guará criado em 2005. Ele estava junto da namorada quando o crime ocorreu. Um policial militar goiano é o principal suspeito de atirar contra o jovem. O caso está sendo apurado pelo Grupo de Investigação de Homicídios.

O rapaz foi baleado por volta das 11h. De acordo com o pai dele, o empresário Leandro Soares Andrade, o filho ficou cerca de meia hora aguardando socorro. Levado para o Hospital de Santa Maria, o atleta morreu logo depois, por volta do meio-dia.

O empresário frisou que a namorada do filho, uma garota de 17 anos, tentou intervir. “Ela começou a gritar desesperada, dizendo que era arma de brinquedo e pediu para parar. Meu filho jogou a arma para trás e aí o policial deu um terceiro tiro na cabeça dele”, acusou o pai.

O corpo do jogador foi velado neste domingo (07/07/2019), no Cemitério Campo da Esperança de Taguatinga, no Distrito Federal.

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