PF prende empresários e policiais por corrupção no Rio de Janeiro

Operação tem como alvo empresários e servidores públicos que montaram esquema de cobrança de propina de investigados em inquéritos policiais

atualizado 11/06/2019 12:40

Michael Melo/Metrópoles

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal deflagraram, na manhã desta terça-feira (10/06/2019), a Operação Tergiversação, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa com ramificações na Superintendência da PF no Rio de Janeiro.

Os servidores públicos obtinham vantagens indevidas em razão das funções exercidas na instituição. Ao todo, foram expedidos seis mandados de prisão preventiva, três de prisão temporária e 25 de busca e apreensão, por determinação da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

As investigações revelaram esquema de cobrança de propina de alvos nos inquéritos policiais relacionados às Operações Titanium e Viupostalis/Recomeço.

As apurações apontaram que um Delegado e um Escrivão solicitaram e receberam vultosos valores para evitar a exposição na mídia de investigados e potenciais investigados e favorecê-los nas apurações decorrentes. Os agentes públicos contavam com a atuação dos operadores externos, que se valiam de contatos pessoais para se aproximar de potenciais investigados e solicitar os pagamentos.

Os pagamentos apurados variaram de R$ 400 mil a R$ 1,5 milhão e eram feitos, na maior parte das vezes, em dinheiro.

Os elementos obtidos durante as investigações, somados aos apresentados em razão de acordo de colaboração premiada celebrado com alguns dos empresários abordados pelo grupo, indicam a prática dos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

 

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