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Polícia

PF faz operação na Dataprev para apurar desvios na gestão Temer

Consultor jurídico José Ivanildo é investigado pela PF, conforme apurado pelo Metrópoles. Presidente da Funasa também é alvo

06/02/2020 09:54, atualizado 06/02/2020 11:52
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Daniel Ferreira/Metrópoles
PF faz operação na Dataprev para apurar desvios na gestão Temer

O consultor jurídico da Dataprev, José Ivanildo Dias Júnior, é alvo da Operação Gaveteiro, deflagada nesta quinta-feira (06/02/2020) pela Polícia Federal (PF). Segundo apurado pelo Metrópoles, a corporação está nesta manhã na sede do órgão, em Brasília (DF), atrás do investigado. Também há buscas em endereço ligado a ele.

A ação apura desvio de valores do extinto Ministério do Trabalho por meio da contratação de uma empresa de Tecnologia da Informação (TI).

Além de José Ivanildo, o atual presidente da Fundação Nacional da Saúde (Funasa), Ronaldo Nogueira, e o ex-assessor do ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, são alvo da PF. Nogueira atuou como ministro do Trabalho durante a gestão do ex-presidente Michel Temer (MDB).

Mais de R$ 50 milhões foram desviados da pasta entre os anos de 2016 e 2018, segundo apuração da Controladoria-Geral da União (CGU).

O objeto da contratação foi a aquisição de solução de tecnologia e licenças, voltadas a gerir sistemas informatizados do Ministério do Trabalho e detectar fraudes na concessão de seguro-desemprego.

Policiais federais cumprem dois mandados de prisão preventiva e 41 de busca e apreensão. Os endereços estão situados no Distrito Federal, Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul.

Os envolvidos responderão pelos crimes de peculato, organização criminosa, fraude à licitação, falsificação de documento particular, corrupção ativa e passiva; com penas que, se somadas, podem chegar a 40 anos de prisão.

Outro lado
A Dataprev informou, em nota, que está cooperando com a Polícia Federal, em cumprimento ao mandado de busca e apreensão na sala de um de seus empregados.

“Conforme informado pela autoridade policial responsável pelo referido mandado, a empresa não é investigada na ação”, complementou.