PF abre inquérito para investigar porteiro que citou Bolsonaro

Presidente Bolsonaro acionou ministro da Justiça, Sergio Moro, para fazer com que a Polícia Federal investigue o funcionário do condomínio

Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 06/11/2019 19:36

A Polícia Federal atendeu pedido do Ministério Público Federal (MPF) e abriu inquérito nesta quarta-feira (06/11/2019) para investigar o depoimento prestado pelo porteiro do condomínio Vivendas da Barra, na zona oeste do Rio de Janeiro, no âmbito do caso Marielle Franco.

A solicitação foi atendida horas depois da manifestação da Procuradoria Regional da República, que encaminhou ofício enviado pelo procurador-geral da República, Augusto Aras. Em nota, a Procuradoria indicou que somente se manifestará de forma conclusiva após o fim das investigações.

Há 602 dias a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes foram assassinados em circunstâncias que ainda não foram completamente esclarecidas.

Pedido de Moro
No último dia 30, o procurador-geral da República, Augusto Aras, encaminhou ao MPF o ofício assinado pelo ministro Sergio Moro, que pedia a abertura de um inquérito para apurar se houve “tentativa de envolvimento indevido” do nome do presidente na investigação do caso Marielle.

O pedido de Moro foi feito após o presidente Jair Bolsonaro (PSL) acioná-lo para que a Polícia Federal escutasse o porteiro novamente.

A solicitação foi atendida por Aras, que disse ainda que já havia recebido uma notificação sobre a citação ao nome do presidente no caso, mas não viu elementos suficientes e mandou arquivá-la.

Últimas notícias