Moradora de rua assassinada a tiros pediu R$ 1 para comprar pão

Suspeito de atirar contra ela segue preso. Ele alegou legítima defesa, versão refutada pela polícia

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1 de 1 moradoraderua33 - Foto: Reprodução

Zilda Henrique dos Santos Leandro, 31 anos, foi assassinada a tiros por Aderbal Ramos de Castro depois de pedir R$ 1 para comprar pão. A afirmação é de uma irmã da moradora de rua, que prestou depoimento nessa quarta-feira (20/11/2019) na Delegacia de Homicídios de Niterói (DHNSG).

“Ele ficou de graça, dizendo que iria dar um tiro nela. Minha irmã falou que duvidava e foi atrás dele. Foi quando ele atirou”, relatou a mulher, que não quis se identificar.

Ela afirmou ainda que Néia, como era conhecida na região, tinha casa, mas preferia morar na rua.

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Ela gesticula
Homem saca a arma
Ele deu ao menos dois tiros
Mulher ficou caída no chão
Uma mulher tentou ajudar, acenando para um motorista que passava pelo local, mas ninguém para
Moradora de rua se aproxima de homem
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Ela gesticula
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Ela gesticula

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Homem saca a arma
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Ele deu ao menos dois tiros
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Ele deu ao menos dois tiros

Mulher ficou caída no chão
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Mulher ficou caída no chão

Uma mulher tentou ajudar, acenando para um motorista que passava pelo local, mas ninguém para
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Uma mulher tentou ajudar, acenando para um motorista que passava pelo local, mas ninguém para

Ele saiu tranquilamente pela rua após matar a moradora de rua
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Ele saiu tranquilamente pela rua após matar a moradora de rua

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Delegacia em Niterói investiga o caso
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Delegacia em Niterói investiga o caso

Mulher levou ao menos dois tiros
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Mulher levou ao menos dois tiros

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Homem disse ter reagido a assalto
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Homem disse ter reagido a assalto

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A vítima foi assassinada a tiros no centro de Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro, por volta das 5h20 desse sábado (16/11/2019).

Câmeras de segurança mostraram o momento em que ela se aproxima de Aderbal Ramos de Castro, preso nessa terça-feira (19/11/2019), que caminhava pela Rua Barão de Amazonas.

A mulher é vista falando com ele e gesticulando. Castro tenta desviar da mulher, mas ela o segue. Em seguida, ele saca um revólver de calibre .38 e dispara duas vezes.

Após o crime, ele sai andando sem pressa pela calçada, segurando a arma. Néia, caída no chão, agoniza. Uma mulher se aproxima e acena para um carro pedindo ajuda, mas ninguém para.

A vítima chegou a ser socorrida pelo Corpo de Bombeiros e levada para o Hospital Estadual Azevedo Lima, mas não resistiu aos ferimentos.

Alegou legítima defesa
A prisão de Aderbal Ramos de Castro ocorreu após a análise nas imagens das câmeras de segurança. Ele confessou o crime, mas alegou legítima defesa, segundo a advogada Daniela Lopes.

Segundo a jurista, Castro, que não tem antecedentes criminais, é dono de um comércio na região e faz o mesmo trajeto a pé todos os dias.

O delegado que investiga o caso, Bruno Reis, afirmou que a versão do suspeito foi “absolutamente descartada”, justamente por conta das imagens. A Delegacia de Homicídios de Niterói (DHNSG) decretou a prisão temporária.

“No depoimento, ele disse que não sabia nem se a vítima era homem ou mulher. Apenas que se assustou por achar que seria assaltado e atirou”, relatou.

Uma testemunha disse que o crime foi cometido “com a maior naturalidade, como se ela fosse um bicho”.

“Eu chegava para trabalhar e vi quando ela parou perto dele e pediu um dinheiro. Quando eu virei, eu só vi ele pegando a arma e disparando contra ela. Em seguida, foi embora como se nada tivesse acontecido. Ele matou a Néia com a maior naturalidade e como se ela fosse um bicho”, narrou.

Conforme o delegado, o homem é o dono da arma e tem posse dela, ou seja, pode mantê-la em casa ou no local de trabalho, mas não tem porte, então não poderia andar armado pela rua, como ocorreu no dia do crime. A arma, um revólver calibre .38, foi apreendida.

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