Ceará demite primeiro policial militar por participação em motim

Servidor disse que foi ao quartel por "curiosidade", mas Controladoria considerou a ação como uma "afronta à disciplina militar"

atualizado 23/06/2021 20:29

JOÃO DIJORGE/PHOTOPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Pouco mais de um ano após o motim organizado por policiais militares do Ceará, a Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública (CGD) demitiu o primeiro servidor envolvido. A punição foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) nesta quarta-feira (23/6).

O policial expulso é Raylan Kadio Augusto de Oliveira. Segundo a publicação, a justificativa é “supostamente, ter aderido ao movimento grevista, ocorrido no período de 18/2/20 a 1º/3/20”.

Na época, o soldado estava há um ano e oito meses na Corporação quando se juntou aos amotinados no quartel do 18º BPM. Ele afirma que foi por curiosidade e que agiu com imprudência.

A CGD considerou a ação uma “afronta à disciplina militar”. “O comportamento do acusado mostrou-se incompatível com o que se espera de um profissional inclinado para a missão da segurança pública, tendo em vista o seu manifesto descompromisso com a função inerente ao seu honroso cargo”, diz a CGD.

A última denúncia feita sobre o caso envolve 14 policiais militares, incluindo dois tenentes-coronéis que têm cargos de confiança no comando do Policiamento Metropolitano de Fortaleza.

Há também uma acusação contra os policiais envolvidos no momento que o senador Cid Gomes foi baleado.

Últimas notícias