Avó diz que perdoa neta suspeita de matar os pais carbonizados

Vera Gonçalves ressaltou, contudo, que "não aceita" o que Ana Flávia, que está presa, supostamente fez

atualizado 08/02/2020 16:40

A avó de Ana Flávia Gonçalves, suspeita de participação na morte de um casal e do filho carbonizados em São Bernardo do Campo (SP), disse que perdoa a neta. “Eu tenho que perdoar, para que os meus três fiquem bem onde quer que eles estejam”, declarou ela em entrevista coletiva neste sábado (08/02/2020), segundo informações do jornal O Globo.

Apesar disso, Vera Gonçalves disse que “perdoar não é aceitar”. “Não aceito o que ela fez”, ressalvou. A mulher de 57 anos também não fez comentários sobre em que termos teria se dado a participação da neta no crime, afirmando apenas que preferia esperar a conclusão das investigações.

Segundo ela, contudo, a neta mudou de comportamento quando iniciou seu relacionamento com Carina, sua esposa, que também está presa por suspeita de envolvimento. Vera disse que Carina se apresentou a diferentes membros da família com uma profissão diferente e que os familiares foram gradativamente se afastando dela, considerada “muito arrogante” e “mandona”.

“Acho que foi ganância. Ana Flávia sempre foi próxima da família, sempre teve tudo”, pontuou a avó, que também acrescentou que a neta tinha uma relação próxima com o irmão, Juan Victor. Ele, Flaviana e Romuyuki Gonçalves foram encontrados no carro carbonizado da família, no último dia 28 de janeiro.

Crime

Até agora, quatro pessoas estão presas pelo caso. Além da filha do casal e da esposa, foram detidos um primo de Carina, Juliano Ramos, e Guilherme Silva. Um quinto suspeito, o irmão de Juliano, Jonathan Ramos, está foragido.

Na quinta-feira (06/02/2020), um inocente que estava preso sob suspeita de envolvimento foi liberado pela Justiça. Ele foi implicado por Juliano no caso, que depois confessou ter mentido para proteger o irmão.

Tanto Ana Flávia quanto Carina negavam participação mas, após serem implicadas por Juliano no caso, admitiram o assalto – segundo Juliano, a família foi torturada e morta depois que eles invadiram a casa atrás de dinheiro e não encontraram nada no cofre. Elas continuam dizendo, contudo, que não participaram do assassinato.

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