Terceiro suspeito implica filha de casal carbonizado no crime

Segundo Juliano de Oliveira, eles teriam planejado roubo. Como não acharam dinheiro, resolveram matar o casal e o filho por causa do seguro

atualizado 04/02/2020 14:16

Um dos presos suspeitos de participação na morte de um casal carbonizado em São Bernardo do Campo (SP), Juliano de Oliveira Ramos Júnior, confessou participação no crime e implicou Ana Flávia Gonçalves, filha do casal, no caso. A namorada de Ana Flávia e prima de Juliano, Carina Ramos, também estaria envolvida, segundo depoimento dele à Polícia Civil, na noite de segunda-feira (04/02/2020).

Até agora, cinco pessoas já foram presas pelo assassinato do casal e do filho dele, Juan Gonçalves, de 15 anos. Segundo Juliano, todos se reuniram dois dias antes do crime e combinaram um roubo à casa deles, onde haveria R$ 85 mil em um cofre.

Ele e dois comparsas fingiram render Carina, Romuyuki Gonçalves e Juan. O jovem e o pai teriam sido torturados para revelar a senha do cofre e ficaram amarrados até a chegada de Flaviana Gonçalves, que então o abriu. O dinheiro esperado não estava lá, Ana Flávia e Carina concordaram em matá-los para tentar receber o seguro de vida.

Ainda de acordo com Juliano, Romuyuki e Juan foram asfixiados e, já mortos, colocados no Jeep da família. A mãe, contudo, teria sido mantida viva. Depois de assassiná-la, eles teriam ateado fogo no carro.

Há a suspeita ainda de que uma sexta pessoa tenha participado, levando o grupo da cena do crime depois que o carro foi queimado. As três vítimas foram encontradas mortas no último dia 28 de janeiro – desde o dia seguinte, Ana Flávia e Carina estão presas.

Juliano teria sido preso porque, em uma nova versão sobre o crime, Carina afirmou que teria sido procurada por ele acerca das condições financeiras da família da namorada. Ambas negam participação, mas já apresentaram depoimentos controversos.

Os dois outros comparsas, Guilherme Ramos da Silva e Michael Robert dos Santos. A Justiça autorizou a prisão temporária de Guilherme, mas Michael também permanece preso porque foi encontrado com uma arma ilegal.

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