Polícia apura se empresário foi morto por milícia e descarta sequestro
Alberto Cesar comercializava terrenos em territórios dominados por paramilitares e, por isso, pode ter sido assassinado por milicianos

Rio de Janeiro – A Polícia Civil do Rio descartou o crime de sequestro contra o empresário Alberto César Romano Júnior, de 33 anos, e passou a apurar o envolvimento de milícias da zona oeste no homicídio contra o jovem, além do crime de ocultação de cadáver. Familiares do empresário buscam informações sobre o paradeiro do rapaz, que desapareceu após cortar o cabelo em um shopping da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, há quatro dias.
A delegada Elen Gomes Pereira Souto, responsável pela investigação, descobriu que o empresário foi por vontade própria a Paciência, bairro da zona oeste do Rio, “para resolver transações imobiliárias realizadas na área da milícia”, que controla o setor imobiliário na região. Por isso, teria chamado a atenção do grupo paramilitar, conta a delegada, descartando sequestro relâmpago, conforme reportagem de O Globo.
O telefone do empresário, rastreado pela polícia, indicou que ele passou por diversos bairros da Zona Oeste, como Santa Cruz, Campo Grande, Cosmos e Paciência. E revelou também que teve um encontro com um homem antes do desaparecimento. O carro de Alberto, um Honda Civic cinza, já havia sido encontrado no domingo, na Estrada Santa Eugênia, em Paciência.

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