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O soldado da Polícia Militar do Rio Grande do Norte Gleyson Alex de Araújo Galvão, 36 anos, deveria estar preso. Ele é acusado de ter matado uma ex-namorada a pauladas em um motel em fevereiro de 2013, na cidade de Santo Antônio (RN). No entanto, fotos divulgadas recentemente mostram o contrário. Além de não estar atrás das grades, Gleyson anda aproveitando momentos de lazer e diversão fora do cárcere.

De acordo com decisão da Justiça potiguar, o militar deveria estar em prisão preventiva no 4º Batalhão da PM desde a morte da advogada Vanessa Ricardo de Medeiros, de 37 anos. Mas as imagens que vieram a público mostram o policial tomando banho de piscina em um condomínio na Zona Oeste de Natal, a mais de 10 quilômetros de distância do quartel. As informações são do portal G1 RN.

“Isso é um descalabro. E quem, dentro do comando da PM, estiver dando cobertura a essa situação, está cometendo um crime. O governador deve tomar providências imediatas ou se tornará cúmplice desse absurdo”, comentou o advogado Emanuel de Holanda Grilo, que defende a família da advogada assassinada.

Reprodução

Segundo MP, o soldado matou a advogada após ela se recusar a fazer sexo com ele na frente de outra pessoa

O acusado deveria ter passado pelo Tribunal do Júri em novembro do ano passado, mas o julgamento foi adiado porque o Ministério Público solicitou uma nova avaliação psiquiátrica do soldado. O teste chegou a ser marcado para o dia 15 de agosto, mas não foi realizado. A defesa de Gleyson Galvão alegou que ele havia surtado e que foi preciso interná-lo com urgência no Hospital Psiquiátrico Dr. João Machado.

O assassinato
Segundo o MP, Gleyson Galvão teria matado a advogada após se aborrecer com o fato de ela ter se recusado a fazer sexo com ele na frente de outra pessoa. “Assim, ele atacou a vítima de surpresa, desferindo pauladas em sua cabeça”, relata o órgão na denúncia. Ele foi encontrado em uma área comum do motel com sinais de embriaguez e manchas de sangue pelo corpo.

Ainda de acordo com o MP, “ficou evidenciado o motivo fútil, a utilização de meio cruel e a utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima como qualificadoras do crime de homicídio”.

Gleyson Galvão foi preso em flagrante momentos após o crime. Posteriormente, a prisão foi convertida em preventiva.

 

 

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