PM preso é apontado como chefe da milícia em Muzema

Para MP do Rio, major Ronald Pereira é o responsável pelo crescimento imobiliário na comunidade e por cobrar taxa de moradores para milícias

WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDOWILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO

atualizado 13/04/2019 11:22

Preso desde janeiro deste ano, o major da Polícia Militar, Ronald Paulo Alves Pereira é, para o Ministério Público do Rio de Janeiro, o comandante da milícia que comanda a região da Muzema, onde dois prédios desabaram na manhã de sexta-feira (12/4).

O PM está preso desde 22 de janeiro, quando foi deflagrada a Operação Os Intocáveis, da Polícia Federal (PF), que mirou em ações da milícia no estado e prendeu suspeitos de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco.

Para o MP estadual, Ronald é o responsável pelo crescimento imobiliário na comunidade. Ele atuava, segundo a investigação, com grilagem de terras e construção de prédios ilegais, vendendo os apartamentos e as casas erguidas no local. Eles também agiam em Rio das Pedras, de acordo com os investigadores.

O MP também acredita que a tarefa foi delegada a ele por Adriano Magalhães da Nóbrega, conhecido como Capitão Adriano, ex-agente do Batalhão de Operações Especiais (Bope). Ambos são suspeitos de integrar a cúpula da facção criminosa Escritório do Crime. Adriano, chamado de “Patrãozão” na Muzema, está foragido.

“Tartaruga”, apelido de Ronald na comunidade, e Adriano também são suspeitos de cobrar uma “taxa de condomínio”, cujo dinheiro era direcionado à milícia, das pessoas que compravam os imóveis.

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