PM nega ter feito operação no dia da morte de Ana Clara em Niterói

Policiais militares são acusados pela mãe da menina de 5 anos de terem atingido a criança

atualizado 12/02/2021 15:23

Ana Clara Machado, morta com um tiro em Niterói no dia 2/2.Reprodução Internet

Rio de Janeiro – O comando do 12º Batalhão da Polícia Militar (Niterói) negou ter realizado uma operação policial na comunidade Monan Pequeno, em Pendotiba, região metropolitana do Rio, no dia da morte de Ana Clara Machado, de 5 anos. Os policiais militares são suspeitos de terem feitos os disparos que mataram a menina.

A defesa foi feita à Defensoria Pública Estadual que solicitou, no último dia 4, explicações sobre a participação da PM na tragédia. A mãe da criança culpa os policiais militares.

A DPE fez questionamentos sobre a ação e lembrou, em oficio, que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, no ano passado, restringir as operações policiais em comunidades do Rio de Janeiro durante o período de pandemia de Covid-19.

O STF determinou que as ações só acontecessem em “hipóteses excepcionais” e que tivessem justificativas e relatórios endereçadas ao Ministério Público estadual.

Na resposta à DPE, o comandante do 12º BPM, coronel Sylvio Guerra, afirmou que o local onde “veio a ocorrer o infeliz evento que culminou na morte da criança é área de patrulhamento”.

O oficial responde ainda que “não ocorre operação policial na área conhecida como Monan Pequeno em Niterói”. O coronel complementa afirmando que a “guarnição estava em patrulhamento de policiamento ostensivo”.

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