PL do licenciamento: veja como foram os votos e os principais pontos

Proposta que cria regramento avançou na Câmara com placar de 267 a 116. Número dos que não votaram foi maior do que os contrários: 129

atualizado

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Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
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1 de 1 imagem colorida mostra plenário câmara dos deputados em sessão conjunta congresso nacional carne cesta básica - Metrópoles - Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados concluiu já na madrugada desta quinta-feira (17/7) a votação do projeto de lei (PL) nº 2.159/2021, que institui a Lei Geral do Licenciamento Ambiental. O texto avançou com o apoio de 267 de deputados. Outros 116 foram contrários. O número dos que não votaram superou os contrários: 129 parlamentares não registraram voto no tema.

Agora, o texto segue para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que pode sancionar o projeto, vetar parcialmente ou integralmente.

A proposta avançou com amplo apoio da bancada ruralista, de deputados de PL, Novo, PSD, Republicanos e União Brasil. Já os contrários foram principalmente de partidos como PT, PCdoB, PSol e Rede. Apesar da orientação contrária do governo ao texto, parte da base governista votou de forma divergente.

Veja como votou cada deputado:

 

Os principais pontos da proposta

O projeto, que tramitou durante 21 anos no Congresso, estabelece diretrizes nacionais a respeito da emissão de licenças, hoje dispersas nas competências estaduais, municipais ou da União. A proposta enxuga a tramitação, acelerando a liberação de obras, e reduz o número de projetos que necessitariam de análise para conquistar o licenciamento.

O texto polêmico foi celebrado por setores do agronegócio e pela bancada ruralista e criticado por cientistas e ambientalistas.

Veja principais pontos da proposta:

  • Dispensa de licenciamento: o texto elimina a necessidade de licenciamento ambiental para ampliação de estradas, tratamento de água e esgoto, pequenas barragens de irrigação e atividades agropecuárias;
  • Criação da Licença Ambiental Especial (LAE): permite a realização de obras consideradas como “estratégicas” pelo governo, mesmo que tenham potencial alto de degradação;
  • Autodeclaração de licença: permite que licenças ambientais sejam renovadas automaticamente através de uma autodeclaração, desde que não existam mudanças em regras ou na atividade exercida;
  • Redução do papel do Ibama: a proposta retira prerrogativas do órgão, transferindo as responsabilidades para estados e municípios.

Texto avançou a meses da COP 30 no Brasil

O projeto que vai à sanção foi aprovado a menos de 4 meses da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada entre 10 e 21 de novembro em Belém, no Pará. O evento é uma das principais bandeiras do governo Lula para atrair recursos internacionais para a conservação.

O avanço de uma pauta altamente criticada por ambientalistas iria na contramão da imagem que o governo tenta passar ao mundo.

Grupos ligados à defesa do meio ambiente realizaram no domingo (13/7) um ato na Avenida Paulista, no centro de São Paulo, em protesto ao projeto de lei, batizado pelos críticos de “PL da Devastação”. Os manifestantes pediram que o Lula vete o projeto.

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