metropoles.com

PL Antifacção opõe PT a Motta e PEC da Segurança fica em risco

Líder petista, Lindbergh Farias entrou em rota de colisão com o presidente da Câmara, e caciques do Centrão alertam riscos para o governo

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Imagem colorida do presidente Lula e do presidente da Câmara, Hugo Motta, no STF - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida do presidente Lula e do presidente da Câmara, Hugo Motta, no STF - Metrópoles - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

A disputa sobre o Projeto Antifacção feriu fortemente a relação entre o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o líder do PT, Lindbergh Farias (RJ). Essa sangria, alertam caciques do Centrão, respingará na articulação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Casa e tem capacidade para afogar a PEC da Segurança Pública, Proposta de Emenda à Constituição gestada pelo Planalto para reformular o setor.

Segundo interlocutores de ambos, Motta e Lindbergh não veem clima para conversa. Eles já acumulavam embates diante da insistência do líder petista em judicializar temas em disputa na Câmara.

O estopim foi quando o deputado fluminense reclamou da escolha do presidente em dar a relatoria do PL Antifacção para Guilherme Derrite (PP), deputado licenciado e secretário de Segurança do governo Tarcísio em São Paulo.

Um nome próximo a Motta indica que a derrota poderia ficar restrita ao PT, mas que o governo decidiu comprar briga ao embarcar no discurso de Lindbergh. Já a base petista se considera atacada pelo presidente da Casa, que decidiu dar a relatoria de um projeto importante, gestado pelo governo, a um nome de oposição com interesse em implodir qualquer avanço de Lula sobre a pauta da segurança.

PL Antifacção opõe PT a Motta e PEC da Segurança fica em risco - destaque galeria
4 imagens
Guilherme Derrite (PP-SP) e Hugo Motta (Republicanos-PB)
Líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias
Líder do PT, Lindbergh Farias acusa Figueiredo de chantagear Hugo Motta
Presidente da Câmara, Hugo Motta, e o relator do PL Antifacção Guilherme Derrite
1 de 4

Presidente da Câmara, Hugo Motta, e o relator do PL Antifacção Guilherme Derrite

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Guilherme Derrite (PP-SP) e Hugo Motta (Republicanos-PB)
2 de 4

Guilherme Derrite (PP-SP) e Hugo Motta (Republicanos-PB)

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias
3 de 4

Líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Líder do PT, Lindbergh Farias acusa Figueiredo de chantagear Hugo Motta
4 de 4

Líder do PT, Lindbergh Farias acusa Figueiredo de chantagear Hugo Motta

Vinicius Schmidt/Metropoles

O climão ganhou contornos públicos, com Lindbergh falando em “quebra de confiança” com Motta após a aprovação. Há reclamações sobre o PL Antifacção asfixiando financeiramente a Polícia Federal (PF), entre outros incômodos para o governo. Já o presidente da Câmara foi ao X (antigo Twitter) e disse que o Planalto errou ao se posicionar contra o projeto.

Procurado, Lindbergh afirmou que não entrou em contato com Motta desde a aprovação do projeto, mas destacou que o cumprimentou durante a análise do texto. “Vou continuar defendendo a minha posição e a posição do partido”, afirmou o parlamentar. O presidente da Câmara não comentou até o fechamento desta reportagem.

Há promessa de round 2 na disputa. O projeto, aprovado na Câmara, deve sofrer alterações no Senado e, assim, retornar para análise dos deputados.

PEC sob risco

Caciques do Centrão apontam que o clima não é favorável à PEC da Segurança Pública, pelo menos não nos moldes que o governo deseja. A proposta está sob relatoria de Mendonça Filho (União-PE), que é de oposição, mas tem perfil moderado.

Segundo esses líderes do Centrão, o governo se enfraqueceu na disputa pelo PL Antifacção e instigou a oposição a promover mais mudanças na PEC da Segurança. O relatório da proposta deve ser apresentado até o dia 4 de dezembro.

Se o clima de disputa perdurar, alertam os caciques próximos a Motta, o tema pode nem sequer ser votado em 2025. A avaliação é de que a Casa não poderá ficar dividida tendo pela frente as votações do Orçamento de 2026, para evitar o risco de um novo contingenciamento dos recursos federais, principalmente das suas emendas.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?