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Brasil

PGR dá parecer favorável à saída de pai de Vorcaro da prisão para exames

Defesa de Henrique Moura Vorcaro solicitou avaliação com especialista após suspeita de crise de diverticulite

18/09/2026 12:47, atualizado 18/09/2026 12:50
Reprodução/Facebook
Henrique Vorcaro era controlador financeiro do Master

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou favoravelmente para que Henrique Moura Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, saia da prisão para a realização de exames. A manifestação foi publicada nesta sexta-feira (18/9).

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A defesa pede que ele passe pelo exame de coloproctologista em decorrência de uma possível crise de diverticulite — tipo de inflamação ou infecção que forma pequenas bolsas (divertículos) na parede do intestino grosso, causada pelo acúmulo de resíduos fecais nessas bolsas.

“Ainda que a avaliação médica realizada sobre Henrique Moura Vorcaro tenha indicado ausência de urgência e prescrição de antibióticos “por obstinação do paciente”, a Procuradoria-Geral da República não enxerga óbice à saída do investigado para realização dos exames solicitados pelo médico particular que acompanha seu tratamento. Referida saída, porém, deve estar sujeita ao regramento do estabelecimento prisional, que deve estabelecer a melhor forma de sua operacionalização”, diz trecho da manifestação assinada por Paulo Gonet.

Henrique está preso desde o dia 14 de maio no âmbito da sexta fase da Operação Compliance Zero, que investiga esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.

O pai de Daniel Vorcaro presidia a Multipar, empresa que, de acordo com relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), movimentou mais de R$ 1 bilhão entre 2020 e 2025 exclusivamente entre contas ligadas ao núcleo do dono do Banco Master.

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O nome do pai do banqueiro ganhou ainda mais relevância dentro da investigação após a Polícia Federal (PF) afirmar ao Supremo Tribunal Federal (STF) que Daniel Vorcaro teria ocultado mais de R$ 2,2 bilhões em uma conta atribuída a ele, depois de ter sido colocado em liberdade no fim de 2025.