PGR denuncia nove pessoas por bloqueio a rodovia federal após eleição

Segundo o PGR, Paulo Gonet Branco, o grupo atuou na obstrução da rodovia federal BR-470, km 139

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A Procuradoria- Geral da República (PGR) apresentou, nesta segunda-feira (20/5), denúncia contra nove pessoas acusadas de participação nos bloqueios a rodovias federais após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas Eleições de 2022. Os crimes são de associação criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Segundo o procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, o grupo atuou na obstrução da rodovia federal BR-470, km 139, em Rio do Sul (SC). Os denunciados teriam se unido a outros manifestantes na utilização blocos de concreto, toras de madeira e postes para bloquear a via, local em que ostentavam faixas reivindicando o fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF) e a decretação de intervenção militar.

Os nove acusados são vinculados ao Grupo Bremer, que atua setor de fabricação de caldeiras e aquecedores de óleo térmico. A PGR considera que os empresários Horst Bremer Junior e Lilian Bremer Vogelbacher “atuaram ativamente na convocação e no apoio financeiro e logístico aos bloqueios, sobressaindo-se como lideranças do movimento em Rio do Sul (SC)”.

Conforme a denúncia, os empresários, além de comparecer às manifestações, liberaram os empregados para que comparecessem aos locais de interdições rodoviárias. “A conduta exprime ação de financiamento aos atos, uma vez que permitiu a participação remunerada dos seus funcionários nos bloqueios ilegais erguidos na BR-470 em Rio do Sul”, considerou a PGR.

Os outros denunciados são funcionários do grupo empresarial ou de empresa vinculada. A PGR conseguiu aferir a participação dos acusados com base em relatos de testemunhas e na verificação de imagens do local que estavam disponíveis nas redes socais.

“O bloqueio em si já constituiu ato de violência, e durante a sua realização também se produziram atos de violência pessoal. A conduta se relaciona com o conjunto de práticas bárbaras e truculentas com que se buscou, sobretudo após o resultado final da eleição presidencial de 2022, desestimar a vontade popular expressa nas urnas democráticas e teve em mira a orquestração de sublevação contra o governo eleito, por meio de ações de violência”, afirma a PGR.

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