PF: retirada dos dados de Vorcaro da sala-cofre da CPMI durou 5 horas

Ação atendeu à ordem do ministro do STF André Mendonça e excluiu arquivos de sete computadores e backups da rede do Senado

atualizado

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CPMI INSS Policiais legislativos reforçam a segurança e controlam o acesso na entrada da sala-cofre do Senado, após suspeita de vazamento de dados Metrópoles 1
1 de 1 CPMI INSS Policiais legislativos reforçam a segurança e controlam o acesso na entrada da sala-cofre do Senado, após suspeita de vazamento de dados Metrópoles 1 - Foto: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

A retirada de dados sigilosos de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, da sala-cofre da CPMI do INSS durou cerca de cinco horas, segundo relatório da Polícia Federal enviado ao colegiado e ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A ação atendeu a uma ordem de Mendonça, que determinou a remoção de arquivos relativos aos sigilos telemáticos de Vorcaro do local. Relator do caso Master na Corte, o magistrado argumentou que a medida era necessária para evitar o compartilhamento indevido de informações da vida privada do banqueiro.

O material havia chegado à CPMI por meio da Apple, que encaminhou conteúdos armazenados em nuvem vinculados às contas de Daniel Vorcaro a pedido do presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG).

Os dados não passaram por filtragem prévia e foram inseridos de forma bruta nos sistemas do Senado. Parlamentares afirmam que, entre os arquivos recebidos pela CPMI, estavam fotos íntimas de mulheres e imagens dos filhos do banqueiro.

De acordo com a Polícia Federal, arquivos armazenados localmente em sete computadores, além de backups na rede do Senado, foram excluídos durante a operação, iniciada às 14h30 da última terça-feira (17/3). A ação, que contou com cinco agentes, foi concluída às 19h45.

O que ficou

A PF informou a Mendonça que apenas os relatórios fiscais de Daniel Vorcaro permaneceram armazenados nos arquivos do Senado.

No documento enviado ao gabinete do ministro e à CPMI, a corporação também esclareceu que os dados não representaram uma nova quebra de sigilo do banqueiro.

Segundo a PF, os arquivos encontrados nos sistemas do Senado são os mesmos encaminhados anteriormente pela Apple e que o ministro do STF Dias Toffoli, ex-relator do caso Master, havia determinado que ficassem sob a guarda da Presidência do Senado.

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