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A Polícia Federal recebeu 10 comprovantes de pagamentos da empresa Pérola para o escritório de advocacia de Flávio Calazans. A companhia faz parte do grupo Rodrimar. Em delação premiada, Calazans revelou que seu escritório foi usado para lavar dinheiro pago a Milton Lyra, apontado como operador do MDB. A informação foi revelada pela Globonews.

De acordo com a reportagem, a Rodrimar afirmou, em nota, que não participa da Pérola e que a empresa é controlada por uma multinacional.

Os comprovantes de depósitos foram entregues à PF no âmbito do inquérito dos Portos, que investiga se o presidente Michel Temer editou um decreto em 2017 para beneficiar empresas do setor. Dentre elas, estava a Rodrimar. Em troca, a empresa teria pago propina. Desde a revelação do caso, Temer nega que tenha envolvimento com os citados. Em janeiro, o presidente chegou, inclusive, a pedir o arquivamento do inquérito ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo informou o blog, os depósitos de junho de 2014 a março de 2015 são importantes para o caso porque confirmam as informações prestadas na delação premiada de Flávio Calazans, também anexada ao inquérito. Ele disse que os depósitos eram de “contratos fictícios firmados entre o escritório de advocacia e a empresa Pérola”.

Na delação, Calazans afirmou que seu escritório serviu como uma espécie de centro de lavagem de dinheiro para Milton Lyra. As operações seriam usadas para que fosse gerado dinheiro para o esquema e, por isso, os valores estariam na conta do escritório.

As 10 transferências foram feitas mensalmente no valor de R$ 37,5 mil, cada uma. No acordo, Calazans diz que o dinheiro entrava na conta do escritório e saía praticamente no mesmo dia ou em poucos dias para contas indicadas por Rodrigo e Victor. Ambos foram apontados como intermediários de Lyra.

Ele foi preso em abril e sua detenção foi decretada no âmbito da Operação Rizoma,que investiga prejuízos no Postalis, fundo de pensão dos funcionários dos Correios. Em maio, o ministro do STF Gilmar Mendes, mandou soltar Lyra.