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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou soltar, nesta terça-feira (15/5), o lobista Milton Lyra, apontado como operador do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) no Senado. A informação é do site O Antagonista.

Milton Lyra se entregou à Polícia Federal (PF) em 12 de abril, após ter a prisão decretada pelo juiz federal Marcelo Bretas, no âmbito da Operação Rizoma, desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro. Lyra foi preso em razão da suspeita de integrar organização criminosa responsável pela lavagem de dinheiro proveniente de desvios de verbas dos fundos de pensão Postalis, dos Correios, e Serpros.

Gilmar Mendes determinou a substituição da prisão preventiva por duas medidas cautelares – a proibição de manter contato com os demais investigados, por qualquer meio, e de deixar o país sem autorização do juízo, devendo entregar seu passaporte em até 48 horas.

MPF denuncia
Também nesta terça, o Ministério Público Federal do Rio de Janeiro (MPF-RJ) apresentou nova denúncia contra Milton Lyra e mais 15 pessoas investigadas pela força-tarefa da Lava Jato. Entre os envolvidos também está João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT.

Os 16 citados pelo MPF-RJ são acusados de participar de “organização criminosa envolvendo vários crimes”. Os delitos cometidos são evasão de divisas, lavagem de dinheiro, corrupção e fraude contra o sistema financeiro nacional.

De acordo com o site O Antagonista, o MP narra a relação de Milton Lyra com o empresário Arthur Machado, líder do esquema. O operador do MDB teria recebido pelo menos R$ 16,5 milhões das mãos de Machado. Suas empresas, porém, movimentaram mais de R$ 43 milhões no período entre 2004 e 2015, afirma a reportagem.

Segundo o MPF, as contas das empresas de Lyra funcionavam apenas para a passagem dos recursos, assim caracterizando uma possível tentativa de ocultação da origem do dinheiro.

 

 

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