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A defesa do empresário Milton Lyra – apontado pela Polícia Federal como lobista do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) em um bilionário esquema de fraudes com recursos de fundos de pensão – informou que ele se apresentou “voluntariamente” à Polícia Federal no Rio de Janeiro.

Lyra teve a prisão temporária decretada pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal Federal no Rio de Janeiro, no âmbito da Operação Rizoma, responsável por investigar fraudes no Postalis e no Serpros.

O lobista seria o elo do senador Renan Calheiros (MDB-AL) com o Postalis. O político nega estar ligado ao suposto esquema.

Nesta quinta-feira (12/4), a PF foi à residência de Lyra, em Brasília, mas ele não estava. No final da tarde, os advogados do empresário divulgaram nota comunicando sua apresentação “voluntária” à Polícia Federal no Rio, base da Operação Rizoma, “a fim de cumprir a ordem expedida pela Justiça”.

A operação foi deflagrada por ordem do juiz Marcelo Bretas. O magistrado decretou a prisão de 10 investigados e buscas em 21 endereços. “Atualmente, muitas pessoas buscam investir em um fundo complementar de aposentadoria a fim de garantir uma velhice digna, com aposentadoria satisfatória. Contudo, os desvios de numerário dos fundos de pensão geram um déficit nas contas do fundo, o que obriga aos trabalhadores a realizarem contribuições extraordinárias para cobrir o rombo”, pontua Bretas.

Milton Lyra também é apontado como personagem importante na estrutura da suposta organização que desviava recursos dos fundos de pensão. Segundo a defesa do empresário, ele “jamais participou de transações envolvendo o fundo Postalis”.