PF ouve ex-assessor de Bolsonaro no âmbito do inquérito das fake news

Tércio Arnaud prestará depoimento à PF, que apura a estrutura do gabinete do ódio, supostamente gerenciada por Carlos Bolsonaro

atualizado

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Tercio Arnaud Bolsonaro
1 de 1 Tercio Arnaud Bolsonaro - Foto: Reprodução

O ex-assessor especial do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) Tércio Arnaud Tomaz presta depoimento à Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (3/7), no âmbito do inquérito das fake news.

Conforme apurado pelo Metrópoles, a PF pretende concluir as investigações ainda este ano. O inquérito apura a existência do chamado “gabinete do ódio”, do qual Tércio faria parte — uma estrutura supostamente comandada pelo vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ). O depoimento está marcado para as 15h, na sede da PF, em Brasília.

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Apontado como líder do "gabinete do ódio", Tércio Arnaud foi assessor de  Bolsonaro durante os quatro anos de governo
Carlos Bolsonaro
Bolsonaro e Carlos em evento em Brasília
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Apontado como líder do "gabinete do ódio", Tércio Arnaud foi assessor de  Bolsonaro durante os quatro anos de governo
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Apontado como líder do "gabinete do ódio", Tércio Arnaud foi assessor de Bolsonaro durante os quatro anos de governo

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Carlos Bolsonaro
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Carlos Bolsonaro

FÁBIO VIEIRA/ESPECIAL METRÓPOLES @fabiovieirafotorua
Bolsonaro e Carlos em evento em Brasília
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Bolsonaro e Carlos em evento em Brasília

Vinicius Schmidt/Metrópoles

O objetivo das investigações é identificar toda a estrutura que, durante o governo Bolsonaro, atuaria dentro do Palácio do Planalto disseminando notícias fraudulentas, falsas comunicações de crimes, denúncias caluniosas, ameaças e difamações contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), por meio de divulgação em massa nas redes sociais.

Tércio, que administrou as redes sociais de Bolsonaro na campanha de 2018 e seguiu no Planalto, é apontado pela PF como um dos responsáveis por compartilhar notícias falsas contra adversários do ex-presidente. Ele será ouvido acompanhado do advogado Eduardo Kuntz.

O nome de Tércio consta na lista de indiciados pela PF em novembro do ano passado. No entanto, ele acabou poupado de denúncia pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Gabinete do ódio

O “gabinete do ódio” é como ficou conhecido o grupo de comunicação comandado por Carlos Bolsonaro no Palácio do Planalto. O grupo era responsável por publicações em redes sociais, com ataques a opositores e ministros do STF.

Segundo delação feita em 2023 pelo ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid, Carlos coordenava as estratégias digitais desde a campanha eleitoral de 2018. Após a posse de Bolsonaro, os ex-servidores Tércio Arnaud e Mateus Sales Gomes passaram a integrar a equipe.

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