PF tem “total e ampla” autonomia para investigar o Master, diz diretor
Quarta fase da operação Compliance Zero prendeu nesta quinta-feira (16/4) o ex-presidente do BRB por suspeita de recebimento de propina
atualizado
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O diretor-executivo da Polícia Federal (PF), William Murad (foto em destaque), afirmou nesta quinta-feira (16/4) que a instituição possui “total e ampla” autonomia para investigar as suspeitas de fraude relacionadas ao Banco Master.
A declaração foi feita durante coletiva de imprensa, realizada no Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em Brasília, para detalhar a quarta fase da operação Compliance Zero, deflagrada nesta quarta, e que investiga das suspeitas de fraude no banco de Daniel Vorcaro.
“É importante registrar que a Polícia Federal segue firme com total e ampla autonomia para investigar todos os desdobramentos dessa operação, e não vai ser diferente em nenhum momento”, declarou Murad.
A autonomia da PF chegou a ser alvo de questionamentos nos últimos meses por parlamentares da oposição devido ao envolvimento de autoridades, incluindo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), com a instituição financeira e seu dono, o banqueiro Daniel Vorcaro.
A atuação da autoridade policial, por outro lado, chegou a passar por restrições após determinações do ministro Dias Toffoli do STF. Toffoli era relator do caso Master na Corte e adotou medidas consideradas não usuais durante sua relatoria.
Em uma delas, determinou que todos os materiais apreendidos na segunda fase da Compliance Zero fossem “lacrados” e “acautelados” na sede do STF, em Brasília — como a operação foi realizada pela Polícia Federal, o usual era que a perícia em celulares, bens e computadores fosse feita pela própria PF.
No início deste ano, Toffoli deixou o caso após indícios do seu relacionamento pessoal com o Banco Master e com o próprio Daniel Vorcaro. André Mendonça assumiu a relatoria no lugar do colega e reviu decisões de Toffoli, aumentando a autonomia e atuação da Polícia Federal.
Quarta fase Compliance Zero
A nova fase da operação prendeu preventivamente Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), e o advogado Daniel Lopes Monteiro. Ambos são investigados pela suspeita de pagamento de propina no âmbito da operação de venda do Banco Master para o banco distrital.
A PF investiga se o ex-presidente do BRB recebeu R$ 146 milhões de Daniel Vorcaro como propina para facilitar a aquisição do banco pela instituição financeira de Brasília.
O pagamento teria sido feito por meio de imóveis localizados em Brasília e São Paulo. Informações obtidas pelo Metrópoles indicam que seriam quatro na capital paulista e dois na capital federal.
Daniel foi advogado do Banco Master nas negociações que tentaram vender a instituição financeira para o BRB. A operação foi suspensa pelo Banco Central, que viu suspeita de fraude financeira no banco de Daniel Vorcaro.










