PF tem “total e ampla” autonomia para investigar o Master, diz diretor

Quarta fase da operação Compliance Zero prendeu nesta quinta-feira (16/4) o ex-presidente do BRB por suspeita de recebimento de propina

atualizado

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Diretor-executivo da Polícia Federal, William Murad
1 de 1 Diretor-executivo da Polícia Federal, William Murad - Foto: LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova

O diretor-executivo da Polícia Federal (PF), William Murad (foto em destaque), afirmou nesta quinta-feira (16/4) que a instituição possui “total e ampla” autonomia para investigar as suspeitas de fraude relacionadas ao Banco Master.

A declaração foi feita durante coletiva de imprensa, realizada no Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em Brasília, para detalhar a quarta fase da operação Compliance Zero, deflagrada nesta quarta, e que investiga das suspeitas de fraude no banco de Daniel Vorcaro.

“É importante registrar que a Polícia Federal segue firme com total e ampla autonomia para investigar todos os desdobramentos dessa operação, e não vai ser diferente em nenhum momento”, declarou Murad.

A autonomia da PF chegou a ser alvo de questionamentos nos últimos meses por parlamentares da oposição devido ao envolvimento de autoridades, incluindo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), com a instituição financeira e seu dono, o banqueiro Daniel Vorcaro.

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Paulo Herinque, ex presidente do BRB, deixou seu apartamento no Noroeste após buscas da PF
Policia Federal faz buscas em imóvel no Noroeste
aulo Herinque, ex presidente do BRB, deixa seu apartamento no noroeste após buscas da PF
Momento em que Paulo Herinque, ex presidente do BRB, deixou seu apartamento no Noroeste após buscas da PF
Paulo Henrique, ex-presidente do BRB, a caminho da Superintendência da Polícia Federal
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Paulo Henrique, ex-presidente do BRB, a caminho da Superintendência da Polícia Federal

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Policia Federal faz buscas em imóvel no Noroeste
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Momento em que Paulo Herinque, ex presidente do BRB, deixou seu apartamento no Noroeste após buscas da PF

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A atuação da autoridade policial, por outro lado, chegou a passar por restrições após determinações do ministro Dias Toffoli do STF. Toffoli era relator do caso Master na Corte e adotou medidas consideradas não usuais durante sua relatoria.

Em uma delas, determinou que todos os materiais apreendidos na segunda fase da Compliance Zero fossem “lacrados” e “acautelados” na sede do STF, em Brasíliacomo a operação foi realizada pela Polícia Federal, o usual era que a perícia em celulares, bens e computadores fosse feita pela própria PF.

No início deste ano, Toffoli deixou o caso após indícios do seu relacionamento pessoal com o Banco Master e com o próprio Daniel Vorcaro. André Mendonça assumiu a relatoria no lugar do colega e reviu decisões de Toffoli, aumentando a autonomia e atuação da Polícia Federal.

Quarta fase Compliance Zero

A nova fase da operação prendeu preventivamente Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), e o advogado Daniel Lopes Monteiro. Ambos são investigados pela suspeita de pagamento de propina no âmbito da operação de venda do Banco Master para o banco distrital.

A PF investiga se o ex-presidente do BRB recebeu R$ 146 milhões de Daniel Vorcaro como propina para facilitar a aquisição do banco pela instituição financeira de Brasília.

O pagamento teria sido feito por meio de imóveis localizados em Brasília e São Paulo. Informações obtidas pelo Metrópoles indicam que seriam quatro na capital paulista e dois na capital federal.

Daniel foi advogado do Banco Master nas negociações que tentaram vender a instituição financeira para o BRB. A operação foi suspensa pelo Banco Central, que viu suspeita de fraude financeira no banco de Daniel Vorcaro.

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