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Brasil

PF investiga cartel do crime no setor de distribuição de combustíveis

Ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, diz que crime organizado utiliza postos de combustíveis como fachada para lavagem de dinheiro

06/02/2025 07:49, atualizado 06/02/2025 12:28
Vinícius Schmidt/Metrópoles
Posto de combustíveis gasolina - Preço

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, determinou nessa quarta-feira (5/2) que a Polícia Federal (PF) abra um inquérito para investigar a atuação do crime organizado na distribuição de combustíveis, com foco na formação de cartéis e na infiltração criminosa no setor.


O que houve

  • O anúncio ocorreu na primeira reunião do Núcleo de Combate ao Crime Organizado, criado em janeiro.
  • O ministro Lewandowski também revelou a criação de um subgrupo permanente para fornecer informações estratégicas e facilitar a troca de dados entre as autoridades competentes.
  • Lewandowski ressalta que agora existe uma estrutura consolidada para combater esse tipo de crime.

“O crime organizado tem utilizado postos de combustíveis como fachada para lavagem de dinheiro e outras práticas ilícitas. Estima-se que mais de mil postos já estejam sob controle dessas organizações, o que afeta diretamente a concorrência, distorce os preços e compromete a segurança econômica do setor”, afirmou Lewandowski.

Ainda segundo o ministro, esse tipo de prática tem gerado “grandes prejuízos à economia nacional, não só pela sonegação de bilhões de impostos, mas também pela prática de lavagem de dinheiro, adulteração de produtos e formação de cartéis”.

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O núcleo de combate coordenará estratégias conjuntas entre os órgãos do MJSP, atuando no mapeamento, análise e sistematização de informações sobre grupos criminosos, suas estruturas, atividades econômicas e conexões externas.

Plano Amas

Além do grupo anunciado, o ministro informou a criação de um sistema de segurança integrado no Plano Amazônia: Segurança e Soberania (Plano Amas). Em parceria com a PF, o projeto envolve os nove estados da Amazônia Legal e busca reforçar o combate ao crime organizado, com planos táticos específicos para cada região.

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