PF e PGR alertaram Vorcaro de que provas anteriores eram insuficientes

Autoridades analisam todo o conteúdo entregue pelos advogados do dono do Banco Master. Ele pretendia finalizar delação em abril

atualizado

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1 de 1 daniel-vorcaro-e-retirado-do-helicoptero-na-superintendencia-da-pf-no-distrito-federal-metropoles-4 - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

Pouco antes de a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR) receberem os anexos da delação premiada de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, os investigadores fizeram uma alerta para a defesa do banqueiro: as declarações apresentadas até então eram insuficientes.

O empresário pretendia o acordo com as autoridades em abril, mas não tinha conseguido concluir as conversas com os advogados para apresentar as informações necessárias à investigação.

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Vorcaro é suspeito de fraude bancária bilionária
Defesa de Vorcaro montou força-tarefa para finalizar acordo de delação
Banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master
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Banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master

Reprodução/SAP
Vorcaro é suspeito de fraude bancária bilionária
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Vorcaro é suspeito de fraude bancária bilionária

Arte sobre foto de divulgação
Defesa de Vorcaro montou força-tarefa para finalizar acordo de delação
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Defesa de Vorcaro montou força-tarefa para finalizar acordo de delação

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

Conforme apurou o Metrópoles, Vorcaro não havia revelado todos os dados sobre o destino do dinheiro supostamente desviado na fraude financeira nem como teria gasto parte dos valores — e quem seriam os possíveis laranjas no esquema criminoso.

A Polícia Federal também carecia de nomes de todas as autoridades supostamente envolvidas com o Master, que estariam nos Três Poderes da República.

A delação deve trazer elementos novos para a investigação para que possa ser considerada válida.

Por isso, as autoridades alertaram os advogados de que o material entregue previamente era insuficiente e cobraram mais informações para que fosse formalizada a proposta de colaboração.

O dono do Master está preso preventivamente desde 4 de março. A prisão ocorreu no âmbito da terceira fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga a venda de carteiras de créditos fraudulentas ao Banco de Brasília (BRB).

Próximos passos

Com a entrega dos anexos, as autoridades têm um longo caminho pela frente para avaliar a consistência dos elementos probatórios.

Agora, os investigadores devem fazer a triagem dos anexos que estão descritos em um pendrive entregue às autoridades. Essa análise pode demorar meses.

Na última semana, o Metrópoles noticiou, na coluna do Igor Gadelha, que o dono do Master pretendia finalizar a proposta de delação até o início de maio, o que se confirmou agora.

A PF e a PGR devem levantar o quanto e como o réu poderá provar suas confissões e se o caso ainda depende de diligência. A acusação confrontará a oferta com o que já existe nos autos.

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