Master: veja os próximos passos após a proposta da delação de Vorcaro

PGR e Polícia Federal analisam, agora, todo o conteúdo apresentado pelos advogados de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master

atualizado

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Arte sobre foto de divulgação
Daniel Vorcaro declarou à Receita Federal possuir R$ 49,7 milhões em obras de arte
1 de 1 Daniel Vorcaro declarou à Receita Federal possuir R$ 49,7 milhões em obras de arte - Foto: Arte sobre foto de divulgação

Após a defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, finalizar e entregar à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República (PGR) os anexos de uma delação premiada, as autoridades têm um longo caminho pela frente para avaliar a consistência dos elementos probatórios entregues pelo banqueiro.

Agora, os investigadores devem fazer a triagem dos anexos que estão descritos em um pendrive entregue às autoridades. Essa análise pode demorar meses.

Na última semana, o Metrópoles noticiou, na coluna do Igor Gadelha, que o dono do Master pretendia finalizar sua proposta de delação até o início de maio, o que se confirmou agora. A PF e a PGR devem levantar o quanto e como o réu poderá provar suas confissões e se o caso ainda depende de diligência. A acusação confrontará a oferta com o que já existe nos autos.

Após a análise, o delator deve fornecer provas substanciais das declarações, como documentos, vídeos, fotos, gravações e outros materiais que possam corroborar suas afirmações.

No acordo, Vorcaro deve manifestar a sua ciência com o dever de dizer a verdade, com o sigilo e com as consequências em caso de descumprimento do acordo.

Em seguida, há a formalização escrita e requerimento de homologação. O acordo é reduzido a termo e submetido ao juiz competente.

O controle judicial, segundo a lei e a jurisprudência do STF, recai sobre regularidade, legalidade e voluntariedade. O ministro relator, André Mendonça, não homologa “a verdade dos fatos”, mas, sim, a validade do negócio processual.

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Vorcaro negocia delação premiada com a PF e com a PGR
Vorcaro avançou na delação premiada
Dono do Master é suspeito de fraude financeira
Vorcaro foi transferido para Superintendência da PF em Brasília
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Vorcaro foi transferido para Superintendência da PF em Brasília

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Vorcaro negocia delação premiada com a PF e com a PGR
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Vorcaro negocia delação premiada com a PF e com a PGR

Reprodução/ YouTube
Vorcaro avançou na delação premiada
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Vorcaro avançou na delação premiada

Reprodução
Dono do Master é suspeito de fraude financeira
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Dono do Master é suspeito de fraude financeira

Corrida por delação

O dono do Master está preso preventivamente desde 4 de março. A prisão ocorreu no âmbito da terceira fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga a venda de carteiras de créditos fraudulentas ao Banco de Brasília (BRB).

Em outra ponta, o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, preso desde 16 de abril, também corre contra o tempo para finalizar proposta de delação premiada.

Em 28 de abril, ele encaminhou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), o interesse em firmar acordo de delação no caso, além do pedido de transferência do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, para acelerar as conversas com os advogados responsáveis.

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