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Brasil

PF: dossiê de líder do PT tem 88 "provas" e argumentos contra Eduardo

Lindbergh Farias entregou à PF um documento para municiar agentes em eventual pedido de indiciamento de Eduardo Bolsonaro

02/06/2025 18:06, atualizado 02/06/2025 22:32
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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.fotos
PF: dossiê de líder do PT tem 88 “provas” e argumentos contra Eduardo

O dossiê apresentado à Polícia Federal (PF) nesta segunda-feira (2/6) pelo líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), aponta 88 provas e argumentos contra o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O petista quer municiar os agentes e pediu indiciamento do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro pelos crimes de coação no curso do processo, obstrução de Justiça e de alta traição à pátria e segurança do Estado.

Segundo o relato de interlocutores que acompanharam o depoimento e acessaram o documento, Lindbergh indicou à PF que Eduardo age a mando de Bolsonaro e é financiado por ele. O líder do PT também citou um relatório com 666 ataques a autoridades brasileiras. O petista também solicitou indiciamento e apresentou supostas provas contra o deputado Felipe Barros (PL-PR) e o empresário e comunicador Paulo Figueiredo, neto do ex-presidente João Figueiredo.

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Líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias
Deputado federal Lindbergh Farias chega à PF para depor em inquérito contra Eduardo Bolsonaro
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Lindbergh Farias
Deputado federal Lindbergh Farias (PT)
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Deputado federal Lindbergh Farias chega à PF para depor em inquérito contra Eduardo Bolsonaro

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Lindbergh destacou, também, no dossiê o uso de recursos da campanha de arrecadação de dinheiro feita por Jair Bolsonaro, oficialmente para o pagamento de multas. O líder do PT sugeriu à PF que o dinheiro, na verdade, foi utilizado para financiar encontros com lideranças políticas estrangerias e ações diplomáticas contra autoridades políticas, além de ministros do Supremo Tribunal Federal e de outras instâncias na Justiça.

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Eduardo está nos Estados Unidos desde fevereiro e garantiu que permaneceria no país para articular junto ao governo Donald Trump ações contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e, em especial, contra o ministro Alexandre de Moraes. O ex-presidente é réu na Corte por suposta tentativa de golpe de Estado e está inelegível até 2030, por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Mesmo nos EUA, Eduardo passou a ser visto como uma opção de parte do PL para disputar a eleição de 2026, diante da preferência de Bolsonaro por ter alguém com seu próprio sangue como candidato da direita.