PF deu meia hora para Lula se entregar, diz Gleisi Hoffmann
Se ele não deixar sede do Sindicato dos Metalúrgicos, acordo com a corporação cairá e prisão preventiva poderá ser decretada

Enviado especial a São Bernardo do Campo (SP) – Por volta das 17h50, a senadora Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, subiu ao carro de som em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, para informar a militância as consequências de a multidão não liberar a passagem do ex-presidente Lula para ir ao encontro dos agentes federais incumbidos de cumprir sua prisão. Segundo ela, a Polícia Federal deu meia hora para que o político saia do local, ou o acordo firmado entre a corporação e a defesa de Lula cairá, podendo resultar em sérias consequências jurídicas. Entre elas, a possibilidade de a prisão preventiva do petista ser decretada pelo juiz federal Sérgio Moro.
“Vocês estão na mais absoluta liberdade, mas preciso conversar com vocês”, disse a senadora. “Não vim aqui pra induzir nenhuma decisão, vocês estão aqui de livre e espontânea vontade tentando proteger o presidente Lula. Tenho que dividir um problema. Vocês estão na mais absoluta liberdade, mas preciso conversar com vocês. A consequência pode ser para nós, que a polícia venha aqui dar paulada na gente”, alertou inicialmente. A senadora acrescentou em seguida que, do ponto de vista jurídico, “é alta”.”A Polícia Federal deu meia hora para a gente resolver essa situação” afirmou.

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Ver todasPouco antes de Gleisi Hoffmann ir conversar com os apoiadores, Lula teria tentado sair novamente do prédio, por um portão lateral, e foi impedido. Agora, além do cerco externo, há um grupo de simpatizantes formando outra barreira dentro da entidade sindical. Frente a isso, a presidente do PT foi ao carro de som e, agora, os militantes tentam votar se deixam ou não Lula se apresentar aos agentes federais, que seguem de prontidão em ruas próximas. Segundo Gleisi, se não cumprir o prazo, Lula pode ser responsabilizado.
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