Petrópolis: homem falava com a esposa ao telefone quando foi arrastado
Marcelo Kronemberger ligou para a mulher, Sandra Rocha, e filmou a forte chuva antes de ser levado. Corpo foi encontrado nos escombros
21/02/2022 08:53, atualizado 21/02/2022 09:38

Rio de Janeiro – Pouco antes de um dos deslizamentos da última terça-feira (15/2) em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, Marcelo Antônio Kronemberger, de 53 anos, tinha ligado para sua esposa, Sandra Rocha, de 51.
“Ele começou a gritar ‘depois te ligo! Depois te ligo! Vou ter que desligar’, e saiu correndo. Eu tentei ligar de volta, mas já não atendia mais”, contou Sandra, que estava com sua mãe na parte baixa do bairro Caxambu, ao G1.

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Ver todasCerca de 15 minutos depois, um conhecido chegou com a notícia: “A casa do Marcelo desabou. A rua toda veio abaixo”. O corpo de Marcelo foi encontrado nos escombros junto ao do irmão, Luiz Antônio Kronemberger, de 59, na manhã de sexta-feira (18/2).
Segundo Sandra, o marido falava justamente para ela não sair de onde estava, pois descia “muita água no morro”, e ele estava preocupado.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA irmã de Sandra conta que o casal já conversa sobre sair daquele local. “Eles estavam juntando dinheiro para construir uma casa ali mesmo. No dia da chuva, ele fez um vídeo pra mostrar a situação e ela ficou com medo. Ela disse: ‘não vamos ficar aí não. Vamos pegar esse dinheiro e comprar um terreninho em outro lugar’. Mas não deu tempo”, lamentou a irmã.
Morte trágica e agressiva
A viúva de Marcelo diz que a pior parte foi a forma como o marido morreu. De acordo com ela, por ter sido uma morte trágica e agressiva, a dor do luto aumenta ainda mais.
“Se ele tivesse adoecido e morrido, acho que não seria tão ruim. Mas a forma como ele morreu, soterrado em um deslizamento, me dói muito. Eu fico muito triste”.
Juntos há 25 anos, os dois moravam separados por conta do trabalho. O plano do casal era construir uma casa onde pudessem morar juntos em breve.
“Eu ficava na minha mãe por causa da confecção [de roupas], e ia pra casa dele no final de semana ou ele ia pra minha. A gente morava perto, mas ia morar junto em breve. Agora, o que é que eu tenho?”, disse































