Petrobras “vende” na COP30 diesel equiparado a combustível fóssil

Empresa ofereceu fornecimento de produto misturado com petróleo, mas Frente Parlamentar do Biodiesel reclamou

atualizado

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tanque no centro de Distribuição da Petrobras prejuízo - Metrópoles
1 de 1 tanque no centro de Distribuição da Petrobras prejuízo - Metrópoles - Foto: Gustavo Moreno/Metrópoles

Belém – A Petrobras ofereceu “diesel com conteúdo renovável” para transporte rodoviário e geração de energia durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), que ocorre de 10 a 21 de novembro. O problema é que trata-se de um diesel coprocessado, equiparado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a um combustível de origem fóssil.

De acordo com a própria Petrobras, a companhia aportará Diesel S10 com 10% de Conteúdo Renovável, o R10, “para uso na frota de ônibus dedicada e nos geradores de energia elétrica a serem utilizados no evento, de acordo com a necessidade operacional”. Como descreve a empresa, o “Diesel R é o diesel da Petrobras que mistura derivados fósseis com uma parcela de diesel renovável e é produzido na Repar, no Paraná”.

O chamado HBio mistura óleo vegetal com petróleo, e tem patente registrada pela Petrobras. Por isso, a adoção do combustível levantou atenção do setor. Ao Metrópoles, a Frente Parlamentar Mista do Biodiesel afirmou que a decisão causou “preocupação”, pois empresas do setor ofereceram alternativas que o grupo considera mais sustentáveis.

Os produtores ofereceram o fornecimento de biodiesel 100% (B100), sem uso de petróleo, para geradores estacionários da COP30, e o B25 (25% de biodiesel e 75% de diesel derivado de petróleo) para o transporte coletivo do evento. Atualmente, o Brasil adotou o B30 como padrão nas bombas comerciais de combustível.

“O chamado “diesel R” ou HBIO é produzido a partir do petróleo, com adição de fração renovável por meio de coprocessamento. Diferentemente do biodiesel, esse produto não é renovável por definição legal, não é rastreável, não tem especificação própria reconhecida como biocombustível pela ANP, e não foi abarcado pela Lei do Combustível do Futuro”, reclama o grupo liderado pelo deputado Alceu Moreira (MDB-RS).

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