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Eleições 2026Brasil

Negros conquistam menos de um terço das vagas nas assembleias e na CLDF

Levantamento considera a autodeclaração apresentada pelos candidatos. Alagoas e Santa Catarina elegeram apenas brancos

05/10/2026 14:58
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
URNA

Pessoas negras conquistaram, nas eleições deste domingo (4/10), 332 das 1.059 cadeiras das assembleias legislativas estaduais e da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), o equivalente a 31,4% do total.

Os números são de um levantamento feito pelo Metrópoles com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), considerando a autodeclaração de raça ou cor apresentada pelos candidatos no registro da candidatura.

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Segundo os dados, pessoas brancas conquistaram 719 cadeiras, sendo maioria em 22 das 27 casas analisadas. Representam 67,9% dos deputados estaduais de todo o país.

Pessoas que se autodeclararam pardas ficaram com 271 vagas. Negras, com 61. Há ainda quatro eleitos autodeclarados indígenas e quatro que se identificam como de cor ou raça amarela.

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A distribuição varia entre os estados. Enquanto Amazonas, Amapá e Tocantins terão maioria negra, Alagoas e Santa Catarina elegeram apenas parlamentares que se identificam como brancos.

Amazonas tem maior proporção de negros

O Amazonas terá a maior proporção de pessoas negras entre as assembleias, cerca de 58%. Dos 24 eleitos, 14 se autodeclaram pretos ou pardos. A composição reúne 13 parlamentares pardos, um preto, nove brancos e um indígena.

Amapá e Tocantins aparecem em seguida, ambos com 13 negros entre 24 parlamentares, proporção de 54,2%. No Amapá, são 11 pessoas pardas e duas pretas. No Tocantins, os 13 se autodeclararam pardos.

Esses três estados são os únicos em que pessoas negras conquistaram mais da metade das cadeiras. Acre e Rondônia apresentam divisão igual: cada assembleia tem 12 representantes brancos e 12 negros.

Na Bahia, pessoas negras conseguiram 31 das 63 cadeiras em disputa. O estado reúne o maior número absoluto de parlamentares negros do levantamento, seguido pelo Rio de Janeiro, com 26, e por Minas Gerais, com 25.

Alagoas e Santa Catarina elegeram apenas brancos

Na outra ponta do levantamento, Alagoas e Santa Catarina elegeram apenas candidatos que se identificam como pessoas brancas. São 27 deputados estaduais alagoanos e 40 catarinenses.

No Rio Grande do Sul, pessoas negras ocuparão três das 55 cadeiras. No Paraná, serão quatro entre 54 parlamentares. Em Mato Grosso, três dos 24 deputados eleitos são negros.

São Paulo, que tem a maior assembleia do país, com 94 cadeiras, elegeu 18 parlamentares negros: dez pretos e oito pardos. Juntos, representam 19,1% da casa. Outros 73 representantes se identificam como brancos e três, como de cor ou raça amarela.

Quatro indígenas nas assembleias

Segundo os dados, quatro candidatos indígenas conquistaram cadeiras nas assembleias. Amazonas, Espírito Santo, Piauí e Rio de Janeiro terão um parlamentar cada.

Também há quatro eleitos que se autodeclararam de cor ou raça amarela: três em São Paulo e um no Rio de Janeiro.