
PL elege 357 e lidera Câmara, Senado, governos e assembleias
Partido conquistou 121 vagas na Câmara, 19 no Senado, cinco governos e 212 cadeiras nas assembleias e CLDF, segundo dados do TSE
05/10/2026 13:39

O PL saiu das urnas, neste domingo (4/10), como a maior força partidária do país. A sigla elegeu 357 candidatos e terminou na liderança na Câmara dos Deputados, no Senado, nos governos estaduais, nas assembleias legislativas e na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).
Levantamento do Metrópoles com base nos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que o partido conquistou 121 cadeiras na Câmara, 19 no Senado, cinco governos, 207 vagas de deputado estadual e cinco de deputado distrital.
A conta ainda pode aumentar. O partido disputa dois dos sete governos que serão definidos no segundo turno, marcado para 25 de outubro: Amazonas, com Professora Maria do Carmo, e Rio de Janeiro, com Douglas Ruas.
No caso de Ruas, porém, ainda há chance de ele ser proclamado eleito no primeiro turno. Isso porque os votos dados a Anthony Garotinho (Republicanos) estão sub judice e podem ser retirados do cálculo. Sem eles, Ruas passa de 50% dos votos válidos.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles
Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles
Frequência de envio: Diário
Ver todasA sigla ainda tem o senador Flávio Bolsonaro como candidato ao Palácio do Planalto. O filho mais velho do ex-presidente também avançou ao segundo turno.
Os números colocam o PL com vantagem de 137 eleitos sobre o PT, segundo colocado no levantamento, com 220.
Na sequência aparecem MDB, com 156; PSD, com 152; PP, com 127; Republicanos, com 124; e União Brasil, com 122.
Ao todo, 1.646 candidatos já foram eleitos para esses cinco cargos. O PL sozinho responde por 357 deles, ou pouco mais de um em cada cinco.
PL lidera da Câmara aos estados
A maior vantagem do PL sobre os demais partidos aparece no Senado. Das 54 cadeiras em disputa neste ano, 19 ficaram com a legenda. O MDB, segundo colocado, elegeu sete senadores, enquanto o PT conquistou seis.
Na Câmara, o PL também terá a maior bancada a partir de 2027. Foram eleitos 121 deputados federais da sigla, 51 a mais que os 70 do PT. União Brasil aparece depois, com 46; PSD, com 43; e PP e Republicanos, com 41 cada.
A liderança se repete nas assembleias legislativas. O partido elegeu 207 deputados estaduais pelo país. O PT ficou em segundo, com 138, seguido por MDB, com 109, e PSD, com 102.
No Distrito Federal, o PL também ficou com o maior número de cadeiras entre os 24 deputados distritais eleitos: cinco. PT, MDB, PP e Republicanos elegeram três cada.
Entre os governos já definidos no primeiro turno, o PL também aparece à frente. A legenda venceu em cinco estados. O PSD elegeu quatro governadores; PT e Republicanos, três cada; PP, dois; e MDB, Podemos e PSDB, um cada.
Dos 27 governos estaduais e do Distrito Federal, 20 foram definidos no domingo. Os outros sete terão segundo turno.
PT fica em segundo; MDB e PSD vêm depois
O PT terminou o primeiro turno como o segundo partido com mais candidatos eleitos no país. Além dos 70 deputados federais e seis senadores, a legenda conquistou três governos, 138 cadeiras nas assembleias e três na CLDF. São 220 eleitos ao todo.
O partido ainda disputa dois governos no segundo turno. Leandro Grass concorre no Distrito Federal, enquanto Cadu de Lula está na disputa no Rio Grande do Norte.
MDB e PSD aparecem praticamente empatados na sequência do levantamento. O MDB soma 156 eleitos, contra 152 do PSD.
A diferença entre os dois passa pela distribuição dos cargos. O MDB elegeu sete senadores e 109 deputados estaduais, enquanto o PSD conquistou quatro governos e 43 cadeiras na Câmara dos Deputados.
O PSD também tem dois candidatos no segundo turno: Omar Aziz, no Amazonas, e Eduardo Paes, no Rio de Janeiro. O MDB disputa o governo do Espírito Santo com Ricardo Ferraço.
PP, Republicanos e União Brasil completam o grupo de partidos que ultrapassou a marca de 100 eleitos.
O PP soma 127: 41 deputados federais, três senadores, dois governadores, 78 deputados estaduais e três distritais. Republicanos aparece logo atrás, com 124, enquanto União Brasil tem 122.
Depois deles, há uma queda maior. O Podemos elegeu 77 candidatos; PSB, 60; PSDB e PSOL, 40 cada; PDT, 31; e Novo, 28.
PV teve 26 eleitos; Avante, 22; PCdoB, 20; PRD, 18; Agir, sete; Solidariedade, seis; Rede, cinco; Mobiliza, três; e Missão, dois. Cidadania, DC e Democrata elegeram um candidato cada.
PCB, PCO, PRTB, PSTU e Unidade Popular não elegeram candidatos para nenhum dos cargos.
Sete governos ficam para o segundo turno
O segundo turno ainda pode alterar a distribuição dos governos estaduais entre os partidos, mas não os números da Câmara, do Senado e das casas legislativas.
Quatorze candidatos de oito partidos seguem na disputa pelos sete governos ainda em aberto.
PL, PT, PSD, PP, Republicanos e União Brasil têm dois candidatos cada. MDB e PSDB têm um.
No Amazonas, Professora Maria do Carmo (PL) enfrenta Omar Aziz (PSD). No Rio de Janeiro, a disputa será entre Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD).
No Distrito Federal, Leandro Grass (PT) enfrenta Celina Leão (PP). No Rio Grande do Norte, Cadu de Lula (PT) disputa o governo com Allyson (União Brasil).
No Acre, Mailza Assis (PP) enfrenta Alan Rick (Republicanos). No Espírito Santo, Ricardo Ferraço (MDB) disputa com Lorenzo Pazolini (Republicanos).
Em Tocantins, Professora Dorinha (União Brasil) e Vicentinho Júnior (PSDB) completam a lista de candidatos que voltam às urnas em 25 de outubro.



