Pesquisa da CNI mostra que CLT é primeira opção na busca por trabalho
Informação consta na 67ª edição da pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira: visão da população sobre o mercado de trabalho
atualizado
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Apesar do crescimento de novas modalidades de trabalho, os brasileiros mantêm a contratação por meio do regime Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) como a primeira opção na hora de buscar uma ocupação. A informação consta na 67ª edição da pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira: visão da população sobre o mercado de trabalho, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta sexta-feira (10/4).
Os dados divulgados nesta sexta apresentam resultados de um levantamento feito em outubro do ano passado. Ao realizar a pesquisa, a Nexus, contratada pela CNI, perguntou aos entrevistados quais as opções de trabalho atrativas para a população ocupada que buscou outras oportunidades de trabalho. As respostas poderiam ser múltiplas.
Detalhes
- Para a pesquisa, foram entrevistadas presencialmente 2.008 pessoas com idade a partir de 16 anos.
- Elas foram ouvidas nas 27 unidades da federação, do dia 10 ao 15 de outubro de 2025.
- A margem de erro no total da amostra é de dois pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.
O regime CLT ficou em primeiro lugar, com 36,3% das menções. A segunda opção com mais respostas foi a “não encontrei oportunidades atrativas”, com 20%.
Na sequência apareceram:
- Trabalhos autônomos independentes de plataformas digitais: 18,7%;
- Empregos informais: 12,3%;
- Trabalhos autônomos por meio de plataformas digitais (ex.: Uber, IFood): 10,3%;
- Abertura de empresa: 9,3%;
- Associado como PJ (sem vínculo CLT): 6,6%;
- Não sabe ou não respondeu: 4,1%.
Entre aqueles que buscaram trabalho no mês anterior à pesquisa, 30,1% consideraram atrativas as oportunidades de trabalho autônomo em plataformas digitais.
“Apesar de novas modalidades de trabalho estarem crescendo, como aquelas vinculadas a plataformas digitais, o trabalhador ainda valoriza o acesso a direitos trabalhistas, estabilidade e proteção social, que continuam”, afirma a especialista em Políticas e Indústria da CNI, Claudia Perdigão.
A pesquisa também apurou que 95% dos entrevistados se declararam satisfeitos, em diferentes graus. Aqueles que disseram estar “muito satisfeitos” foram 70,3%. O grupo que respondeu “pouco satisfeito” foi de 24,6%. O grupo “pouco insatisfeito” (3,0%) e “muito insatisfeito” (1,6%) somou 4,6%. Houve ainda 0,4% que não soube informar ou não respondeu.










