Personal trainer é condenado a 17 anos por assassinato de jovem no Rio
Segundo o MP, Rafael Valladão jogou o corpo da adolescente Beatriz Cardoso da Rocha Oliveira em um canal, em Oswaldo Cruz, zona norte do Rio
atualizado
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Rio de Janeiro – O 4º Tribunal do Júri do Rio condenou o personal trainer Rafael Valladão a 17 anos de prisão pela morte da adolescente Beatriz Cardoso da Rocha Oliveira, de 17 anos, em Campinho, zona norte, em 2015. O corpo da jovem foi encontrado em canal no bairro de Oswaldo Cruz, também na zona norte.
Valladão chegou a ficar quase dois anos foragido da Justiça, mas ganhou o direito de recorrer da decisão em liberdade. Ele, no entanto, não pode ficar fora de casa por mais de cinco dias ou sair do país, sem autorização judicial, tem que manter endereço atualizado e comparecer semanalmente em juízo todas as sextas-feiras.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, o personal trainer e a adolescente estavam no quarto de um motel, no bairro do Campinho, quando Rafael desferiu golpes contra Beatriz.
“O crime foi cometido de forma a impedir a defesa da vítima, já que o denunciado drogou a adolescente, o que reduziu suas possibilidades de defesa. Os golpes foram efetuados contra a nuca e a região torácica, próxima ao coração”, diz trecho do documento. O corpo de Beatriz foi colocado dentro de um saco de lixo e jogado em um canal.
Na decisão, o juiz Gustavo Gomes Kalil alegou que a mãe da adolescente “mostrou-se extremamente abalada com o brutal homicídio de sua filha, de então apenas 17 anos”. “A culpabilidade é acentuada diante do ‘modus operandi’ do delito, sendo que o laudo detalhado demonstra a quantidade de golpes e lesões suportadas pela vítima de forma chocante”, completa.
